Inadimplência faz aumentar as ações de despejo em MG

Pessoas estão com “certa dificuldade” de pagamento, diz setor

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Bruno Figueiredo / O Tempo 30.09
Ciclo. Movimento de aluguéis é impactado por economia crescendo menos e famílias gastando mais
A perda de ritmo da economia brasileira e o endividamento das famílias estão levando os locatários mineiros a terem dificuldades de honrar em dia o pagamento do aluguel. As ações de despejo aumentaram 14,61% no terceiro trimestre, em relação ao anterior. Conforme levantamento realizado pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), no intervalo de julho a setembro de 2013 foram notificadas nos cartórios do Estado 17.567 ações. No segundo trimestre foram 15.327.O vice-presidente das entidades, Fernando Júnior, ressalta que o resultado é fruto da desaceleração da economia. Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na região metropolitana de Belo Horizonte, divulgada nesta semana pela Fundação João Pinheiro (FJP), mostrou que o desemprego está mais alto. A taxa passou de 5,1% em setembro de 2012 para 7,2% em igual mês de 2013.E a inadimplência também cresceu. De acordo com dados da Boa Vista Serviços, no acumulado do ano até agosto, a inadimplência em Minas Gerais registrou alta de 4% em relação ao mesmo período de 2012.O diretor da Smel Imóveis, Luiz Fernando Rievers Machado, confirma o aumento da inadimplência. “Há atrasos de dez a 15 dias no pagamento, o que mostra uma certa dificuldade de pagamento, só que não é nada alarmante”, afirma. Ele estima que os atrasos tenham crescido em torno de 5% no terceiro trimestre frente ao anterior.Machado observa que o pagamento do aluguel é uma das prioridades das famílias. “A inadimplência não é do mesmo patamar da que acontece com outros setores, como o de veículos”, diz.O diretor da Orcasa Netimóveis, Omar Vieira Filho, também apontou o momento econômico fraco como o principal fator que leva a pessoa a ficar inadimplente. “Isso vem acontecendo em toda a economia, não em um setor”, diz. Ele conta que, nos últimos seis meses, as cobranças judiciais e extrajudiciais da imobiliária tiveram acréscimo de 10% a 12%.

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