Condutor da fé e do sonho no Mundial

Apesar de cruzeirense, padre Lucas organiza ‘peregrinação alvinegra’ e torcerá pelo Galo no Marrocos

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
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A fé levou o Atlético ao título da Libertadores deste ano. Agora, é a vez de o padre Lucas guiar os atleticanos rumo ao sonhado Mundial de Clubes, no Marrocos. Escritor, compositor, poliglota, viajante do mundo e jogador de futebol no seminário, o sacerdote vai usar os conhecimentos de 65 anos de vida para conduzir o torcedor em um roteiro turístico, religioso e, acima de tudo, emocionante. A jornada começará no dia 15 de dezembro, três dias antes da estreia do Galo na competição, tempo suficiente para preces no Santuário de Fátima, em Portugal, um dos destinos prévios. Já em terras africanas, também haverá momento para orações em mesquitas marroquinas no intervalo entre a semifinal, no dia 18, e a decisão, no dia 21. “O atleticano vai rezar demais. Ele pode pedir também para que Alá olhe pelo Atlético”, brinca o religioso. Padre Lucas conhece muito bem o Marrocos, para onde vai praticamente todo o ano. Foi lá, percorrendo o caminho dos reis magos, que ele reuniu inspiração para escrever dois dos 77 livros de autoria própria. Por causa de bons contatos no país, ele já conseguiu 203 ingressos VIPs para incluí-los no pacote, que hoje custa R$ 9.946. Parte da renda da viagem, segundo ele, será destinada ao abrigo São Paulo e à Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo. Padre Lucas é da ordem dos vicentinos e faz excursões em parceira com uma agência. Preferência. Embora se prepare para conduzir atleticanos, padre Lucas é cruzeirense daqueles de frequentar estádio. Ele é amigo de ex-jogadores e tem até composições sobre o Cruzeiro. “Mas é claro que vou torcer pelo Atlético. É o futebol de Minas Gerais e do Brasil”, garante. “Ele pode até ser cruzeirense, mas tenho certeza que vai voltar de lá atleticano”, destacou o aposentado Ivo Damasceno, 73, um dos passageiros da “peregrinação alvinegra”. Ivo vai viajar com a esposa e o filho Marcão, ex-goleiro do Paysandu, campeão da Copa dos Campeões de 2002. Na ocasião, o time paraense venceu o Cruzeiro na decisão por pênaltis. Assim como as defesas de Victor na Libertadores, Marcão pegou a cobrança decisiva de Jussiê com a perna esquerda. “A campanha do Atlético neste ano me fez lembrar a nossa em 2002. Foi difícil e pude aparecer nos momentos decisivos para o Paysandu. Se puder, vou pedir uma camisa autografada para o Victor”, disse Marcão, atleticano criado em Santa Tereza, na capital mineira.

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