Presidenta Dilma inaugura Via Expressa de Salvador

Via Expressa, que, segundo o governo federal é a maior obra viária feita na capital baiana nos últimos 30 anos, vai tirar o transporte de cargas do centro da cidade

iG Minas Gerais |

Roberto Stuckert Filho/PR
Presidente Dilma Rousseff e o trabalhador Otávio Feliciano dos Santos durante cerimônia de inauguração da Via Expressa Baía de Todos os Santos
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (1º), durante a inauguração da Via Expressa da Bahia de Todos os Santos, em Salvador, que o principal objetivo das obras de mobilidade urbana é garantir a qualidade de vida da população. A Via Expressa, que, segundo o governo federal é a maior obra viária feita na capital baiana nos últimos 30 anos, vai tirar o transporte de cargas do centro da cidade e permitir que o tráfego de veículos de passeio e de transporte urbano seja mais rápido. “Aí se está ganhando tempo de vida para as pessoas porque no transporte se perde um tempo para estar com sua família, jogando futebol, descansando depois do trabalho. Ela [a Via Expressa] viabiliza um transporte de carga rápida, e isso significa melhoria da competitividade, melhor emprego; significa ganhos para toda a população daqui de Salvador”, disse a presidenta. Ela agradeceu a oportunidade de inaugurar a obra no Dia de Todos os Santos e voltar a Salvador a apenas 15 dias da última visita, quando assinou ordem de serviço para a construção de novo trecho do metrô. Com a obra, o trajeto entre a BR-324 e o Porto de Salvador foi reduzido em 3,2 quilômetros. São dez faixas de tráfego – seis para tráfego urbano e quatro exclusivas para veículos de carga -, três túneis, 14 elevados, duas passarelas, além de ciclovia, pista de rolamento e passeios. Foram investidos, executada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, R$ 449,5 milhões, sendo R$ 407,7 milhões do Orçamento Geral da União e R$ 41,8 milhões do governo estadual. Na chegada a Salvador, Dilma concedeu entrevista a rádios locais e disse que o país paga hoje o preço de não ter investido em transporte público nos últimos 30 anos, como fizeram todas as cidades de países desenvolvidos com mais de 1 milhão de habitantes, que planejaram a combinação entre transporte sobre trilho, metrô, monotrilho. Segundo a presidenta, o transporte privado deve ser usado para momentos de lazer, enquanto o transporte público, para trabalho, estudos. Porém, “tem que ser transporte de massa e seguro a preços módicos”, ressaltou, lembrando que o governo reservou R$ 90 bilhões para investimentos em metrô em grandes cidades do país.  

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