Apesar de ressalvas, iniciativa é positiva

iG Minas Gerais |

Especialistas entendem que a PEC das cotas nos Parlamentos pode causar problemas em relação às regras eleitorais, mas entendem que é uma saída para mitigar o preconceito e a desigualdade racial. O cientista político Moisés Augusto argumenta que podem acontecer problemas na relação voto por candidato, mas diz que a matéria pode aumentar a baixa representatividade de quase 96 milhões de brasileiros negros ou pardos. “A proposta abre caminho no sentido de diminuir a injustiça racial profunda no país provocada por 388 anos de escravidão, mesmo que alguns se elejam com poucos votos”, disse Moisés, ressaltando que a simples discussão acerca da matéria já pode ser benéfica. “É um projeto polêmico que vai gerar uma discussão. O preconceito terá que ser justificado e não ficará mais velado”. Para o cientista político Paulo Roberto Leal, a PEC 116 é incompatível com o atual sistema eleitoral. “Nosso sistema de lista aberta tem dificuldade em garantir pluralidade. Seria mais eficiente termos voto em lista fechada com as cotas já inclusas. Teremos uma lista ampla e outra específica que vai gerar confusão. De qualquer forma, a iniciativa é justa”. (GR)

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