Retorno em 2018 é possível

Ex-presidente já admite que poderá voltar a ser candidato na outra eleição, “se encherem o saco”

iG Minas Gerais |

RAFAELLY LEMOS
Século. Campos declarou que é preciso aproveitar o momento de crescimento para “não perder o século”
Brasília . Em almoço que participou anteontem no Senado, o ex-presidente Lula disse aos participantes, em tom de brincadeira, que está fazendo duas horas de exercícios físicos todos os dias para entrar em forma e que, se “encherem o saco”, ele estará de volta em 2018.   Segundo políticos que estiveram no almoço, realizado no gabinete da Liderança do PTB, Lula fez o comentário logo após fazer uma avaliação de que Eduardo Campos (PSB-PE) e Aécio Neves (PSDB-MG) terão problemas para administrar suas “sombras”, a ex-senadora Marina Silva e o ex-governador José Serra, respectivamente. Ao declarar isso, alguém perguntou a Lula se ele não se considerava uma “sombra” da presidente Dilma Rousseff. Ele negou, segundo participantes, reafirmando que seu objetivo principal agora é reeleger Dilma, mas emendou a declaração, em tom de brincadeira, segundo a qual tem se preparado diariamente para, se lhe “encherem o saco”, ele voltar a se candidatar em 2018. Na solenidade em comemoração aos 10 anos do Bolsa Família, ontem, Lula deu uma rápida e tumultuada entrevista após o ato e disse apenas que está “voltando a ter uma atividade política um pouco mais intensa” nos últimos tempos. Uma dos objetivos que destacou é o de militar contra a negação da política e dos políticos observada em parte dos protestos de rua de junho. Economia. Em entrevista após a solenidade de dez anos do Bolsa Família, Lula criticou a ex-senadora Marina Silva, que estará na oposição na disputa ao Palácio do Planalto em 2014, afirmando que ela precisa parar de “aceitar com facilidade” lições que estaria tomando na área de economia. Lula demonstrou especial irritação com a afirmação de Marina e do governador Eduardo Campos (PSB-PE), agora aliados, de que o governo Fernando Henrique Cardoso deu ao país a estabilidade econômica. “A Marina precisa só compreender o seguinte: ela entrou no governo junto comigo, em 2003, e sabe que o Brasil tem hoje mais estabilidade em todos os níveis do que tinha quando entramos. Herdamos do FHC um país muito inseguro, não tinha nenhuma estabilidade. Não tínhamos dinheiro sequer para pagar suas exportações”, afirmou. “Tínhamos (US$)37 bilhões de reservas, dos quais (US$)20 bilhões era do FMI, e hoje a gente tem (US$)376 bilhões de reservas, mais (US$)14 bilhões emprestados ao FMI. Tínhamos uma inflação de 12% quando cheguei e tem uma inflação hoje de 5,8%. Eu penso que Marina precisa não aceitar com facilidade algumas lições que estão lhe dando.” Marca Social. Ao ser questionado sobre qual marca tem o governo de Dilma, Lula afirmou que é a da continuidade. “Tem uma marca muito forte e que foi a razão de sua eleição. Dar continuidade ao programa de inclusão social.”

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