Cicinho na Turquia

iG Minas Gerais | Marcos Russo |

O lateral Cicinho, que despontou no Atlético, participou da Copa do Mundo de 2006, e jogou em clubes como o São Paulo, Real Madri, Roma, e Sport de Recife, a convite de Roberto Carlos, ex-jogador da seleção brasileira, está jogando no Sivasspor, da Turquia. Roberto Carlos está ajudando Cicinho a se recuperar no futebol e na vida social. Por causa das más companhias e da bebida, Cicinho perdeu a vontade de jogar futebol e, o que ganhou com a bola, ele jogou fora. Agora, ele está refazendo sua vida futebolística e financeira em terras turcas e está indo muito bem. Esse é apenas mais um dos vários casos de jogadores de futebol que perderam tudo o que ganharam. Alguns, como Cicinho, conseguiram se recuperar, mas muitos não. Vou citar só um que conheci e convivi com ele no Atlético, em 1986: o atacante Nunes, do Flamengo, time em que ele conquistou o título mundial de clubes, no Japão. Na ocasião, ele foi eleito o melhor jogador, ganhou um carro Toyota, já possuía um carro Mercedes bens, mas, hoje,  vive sem nada. Nunes ficou mal Ainda sobre o ex-jogador Nunes, lembro que, na época, ele gastou tudo o que tinha com amigos, farras e mulheres. Atualmente, ele trabalha nas categorias de base do Flamengo, ganhando uma mixaria. Acho que é mais que necessário que jogadores de futebol tenham uma assessoria financeira para que não joguem por terra tudo aquilo que conquistaram durante a carreira de atleta profissional, que é muito curta. Cleison e o carrão Certa vez, na Toca da Raposa I, época em que eu era setorista da rádio Inconfidência, ouvia muitas conversas dos jogadores antes do início dos trabalhos do dia. Alguns atletas ficavam na sala de imprensa e nos passavam muitas informações. O ex-jogador Cleison, meia do Cruzeiro, estava para renovar o seu contrato com o clube celeste e pediu ao então presidente, Cesar Masci, um carrão como luva. Só para lembrar: luva era, na época, uma grana antecipada para renovar o contrato. Outros jogadores, como o Ademir, por exemplo, que hoje é fazendeiro no estado do Paraná, conversou junto com outros colegas de clube com o presidente e com Cleison, que foi convencido a trocar o veículo por um apartamento para assinar o contrato. A interferência dos amigos foi mais do que válida, pois, hoje, Cleison tem um bom patrimônio e vive de forma tranquila. Não são todos os atletas que aceitam a opinião de companheiros de profissão. Mas, pelos exemplos, dá para perceber que o seguro morreu de velho. É melhor prevenir, do que remediar. Minas manda O  esporte mineiro vive um de seus melhores momentos. Tivemos, há  alguns anos, os times mineiros marcando suas presenças no futebol, como o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes e companhia, campeão brasileiro em 1966 e, logo depois, em 1971, o Atlético também. Em  2013, no entanto, Minas está insuperável, com o Galo campeão da Libertadores, o Cruzeiro, perto do tri brasileiro, e o Sada, campeão do Mundo de Vôlei. Ê, Minas.  

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