A chapa tucana que disputará a Presidência, o governo e o Senado

iG Minas Gerais |

DUKE
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Com a presença de Aécio Neves, Pimenta da Veiga e Antonio Anastasia, ganhou força, na bela cidade de Uberlândia, a chapa tucana que disputará a Presidência da República, o governo do Estado e o Senado Federal. Dinis Pinheiro deixou o PSDB e se filiou ao PP, tornando-se, naturalmente, vice na chapa que disputará em 2014. Fica para o ano que vem o cargo de vice-presidente (que poderá ser uma mulher), que, como dizem os tucanos, virá naturalmente e sem atropelo. Enquanto ocorria, lá no Triângulo Mineiro, o evento Conversa com os Mineiros (que se repetirá, ainda durante este ano, em mais três municípios), no qual Aécio Neves foi a principal presença (o evento reuniu 40 deputados, 120 prefeitos, 200 vereadores e 11 partidos), José Serra declarava à imprensa que “muitas surpresas ainda virão, pois há muita coisa para se definir no quadro eleitoral”. Ainda sem saber o que dissera o ex-governador de São Paulo, Aécio, em seu discurso, antecipou assim sua resposta: “Tenho dito e repito que a principal das artes da política é administrar o tempo. Não há necessidade de ter uma candidatura colocada agora. Tenho viajado pelo Brasil como presidente nacional do PSDB. Acho que, no início do ano que vem, teremos o clima adequado para a definição de quem empunhará essas bandeiras. Nada adianta ter um candidato que as pessoas não compreendam com clareza o que ele representa. Nossa unidade é o combustível valioso que temos para vencer as eleições”. Para não contrariar a índole do PSDB, cuja matriz, na verdade, está no Estado de São Paulo, também aqui existiam, além de Pimenta da Veiga, outros postulantes ao governo. Mineiramente, porém, esses senhores foram aos poucos se entendendo. Nárcio Rodrigues (ex-presidente do partido em Minas e responsável, em 2002, pelo lançamento do nome de Aécio para o governo), Alberto Pinto Coelho (que assumirá a vaga de Anastasia), Dinis Pinheiro, do PP (que será o vice de Pimenta), e Marcus Pestana (ex-chefe de gabinete de Pimenta quando este foi ministro, considerado um dos bons quadros do partido, é, atualmente, seu presidente em Minas) absorveram, mais que ninguém, não só a postura dos três, mas o discurso de Aécio em Uberlândia. O economista Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, responsável pela pesquisa de opinião publicada anteontem, disse que, “hoje, a maior tendência, com o desenvolvimento do tempo e das campanhas, é ter um segundo turno entre Dilma e Aécio”. Se tal ocorrer, que fale alto a “disposição de Eduardo Campos, Marina Silva e Aécio Neves em manter o bom diálogo”, como quer Tilden Santiago. Finalmente, a candidatura de Antonio Anastasia ao Senado, para a maioria dos tucanos, é cada vez mais indeclinável. Sua presença, afirmam eles, como representante de Minas, naquela Casa, não será importante somente ao seu partido, mas, com certeza, ao seu país. Homem público, ele sabe dos riscos que a democracia corre hoje, diante, sobretudo, da permanência de um partido político – que usa e abusa do “presidencialismo de coalizão” para atingir seus objetivos – por mais quatro anos. Em momento decisivo da nossa história, quando se comemoram os 70 anos do Manifesto dos Mineiros, e quando alguns malucos admitem desafiar o Estado democrático de direito, Minas e o Brasil não dispensariam, sobretudo, seus oportunos conhecimentos jurídicos. Sua presença, no Senado, fará recordar mineiros ilustres, juristas notáveis, que souberam honrar o seu Estado e o seu país.

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