Empresária de Betim está na mira da Polícia Federal

Dona de transportadora pode estar envolvida em esquema de lavagem de dinheiro; festa de 15 anos da filha custou R$ 1,6 milhão e teve até o cantor Gusttavo Lima

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ricardo Lemos
Ana Cristina é considerada ‘uma laranja que saiu do controle’
A empresária Ana Cristina Aquino, proprietária da empresa AG Log Transportes – uma transportadora de veículos localizada em Betim - está sendo investigada pela Polícia Federal por suspeita de fazer parte de um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a autoridades ligadas ao Ministério do Trabalho. A denúncia, que foi publicada no último fim de semana pela revista “Isto É”, chocou os moradores de Betim, principalmente as famílias que moram no condomínio Mont Serrat, onde Ana Cristina Aquino tem uma casa com uma dezena de carros de luxo. Segundo um vizinho, desde a publicação da reportagem, Ana não está sendo mais vista no imóvel. Na quinta-feira (31), a reportagem esteve no local e flagrou apenas dois carros de luxo que da empresária. Segundo a revista “Isto É”, em três anos de funcionamento e sem prestar serviços a nenhuma grande empresa do setor, a transportadora de Ana Cristina declarou ter faturado, de junho de 2012 a junho de 2013, R$ 102 milhões. O movimento em apenas 30 dias teria ultrapassado os R$ 20 milhões. Além disso, nos últimos meses, a empresária teria adquirido jatinho e helicóptero. Ana Cristina também pode ser alvo de uma investigação por falsidade documental, uma vez que possui dois CPFs, quatro empresas com o mesmo nome e CNPJs diferentes registrados em Esmeraldas, Varginha e Betim, na região de Minas, e em Curitiba, no Paraná. Rastros O faturamento aparente da empresa é de R$ 500 mil por mês, mas segundo ex-funcionários, nos últimos 12 meses, mais de R$ 110 milhões foram creditados através de transferências bancárias que podem ser provenientes de um esquema de corrupção do Ministério do Trabalho. Segundo a PF, as apurações estão no início e partem de transferências bancárias efetuadas de Betim para o Paraná e para o Pará, ambas no valor de R$ 20 milhões – locais onde estariam os principais sócios, já que Ana Cristina seria considerada “uma laranja que fugiu do controle”. Outro detalhe que chama a atenção é a relação entre a AG Log e o advogado João Graça, integrante da cúpula do PDT nacional e assessor especial do ministro do Trabalho, Manoel Dias. Apesar de não aparecer em nenhum documento oficial da empresa, Graça, que foi assessor do ex-ministro Carlos Lupi, tem o seu escritório de advocacia registrado no mesmo endereço da transportadora em Curitiba, onde a construção da filial custou R$ 25 milhões. Além disso, segundo a “IstoÉ”, em um e-mail Ana Cristina chama Grça de sócio. Ele também, segundo a revista, já distribuiu cartão da empresa AG Log em uma reunião em Brasília. Extravagante Ana Cristina é considerada uma pessoa extravagante. Emergente social, ela tem orgulho de expor a gastança sem limite. Somente para divulgar a festa de 15 anos da sua filha, ela pagou R$ 70 mil para uma revista de celebridades. O valor é uma parcela mínima do custo total da festa – R$ 1,6 milhão.

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