Dilma e Lula negam DNA tucano

Em ano pré-eleitoral, ex e atual presidente evocam paternidade do principal programa social

iG Minas Gerais |

Antonio Cruz/Agência Brasil
Campanha. Lula é o principal conselheiro de Dilma e seu maior cabo eleitoral para a reeleição em 2014
Brasília . A presidente Dilma Rousseff e seu principal padrinho político, o ex-presidente Lula, estiveram juntos na comemoração dos dez anos do programa Bolsa Família, depois de muito tempo sem aparecerem na mesma agenda pública. Durante a solenidade, no Museu da República, em Brasília, Dilma fez um ataque velado ao “DNA tucano” no Bolsa Família, programa que é o carro-chefe dos governos tucanos.   A petista disse que a iniciativa transformou velhas práticas em “tecnologia social” de inclusão. “(O Bolsa Família) não mudou só a política, mas a forma de fazer a política para fazermos transferência de renda direta, bem na veia dos mais pobres. Unificamos todas as políticas de Estado e varremos as políticas clientelistas centenárias”. A crítica vai contra reivindicação do PSDB, partido do antecessor do ex-presidente Lula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que diz que o embrião do Bolsa Família foi gerado no seu mandato. Segundo Dilma, “ninguém que governou de costas para o povo tem legitimidade para atacar o combate à desigualdade” promovido pelo PT. “Muitos dizem que eles se conduzem assim porque não entendem nem a vida dos pobres e também porque nunca quiseram enxergar a pobreza”. Celebrado como o “catalisador da inclusão” ao longo da década, o Bolsa Família ressurge como uma das vitrines do governo Dilma para a eleição de 2014. Em 2010, uma de suas promessas de campanha era, por meio do programa Brasil sem Miséria, acoplado ao Bolsa Família, a erradicação da pobreza extrema. Ontem, o evento reuniu a maior parte dos ministros do governo, ex-ministros, além de governadores, deputados e senadores. Dilma discursou ao lado de Lula, apresentado pelo Planalto com convidado de honra. Ele exaltou a eficiência do Bolsa Família, mas atacou sobretudo críticos, entre eles jornalistas e políticos da oposição, que decretaram, nas palavras dele, que o programa “estimula a preguiça” e é uma “simples esmola”. Lula afirmou que, caso “tivesse de voltar no tempo”, “com a experiência de hoje”, começaria seu governo novamente pelo programa de transferência de renda. “O Bolsa Família, associado a políticas de valorização do salário e acesso ao crédito, provou que era possível acabar com a fome”, disse Lula. “Essa tarefa era absolutamente necessária para construir o país que estamos construindo”. O líder petista disse ainda que o Bolsa Família, lançado em 2003, integrou milhões de pessoas antes marginalizadas e apartadas do processo social. “Incomoda muita gente que os pobres estejam evoluindo”, alfinetou Lula. Twitter O melhor. Em dez postagens seguidas no seu perfil social no Twitter ontem, a presidente Dilma afirmou que o Bolsa Família é o “maior programa de inclusão social do mundo”.

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