Começa medição para obra do Piscinão do Calafate

Alternativa para resolver enchentes no Arrudas deve ficar pronta em 2016

iG Minas Gerais | Bernardo miranda |

DENILTON DIAS
Dimensão. Bacia terá área de 196 mil m² – equivalente a 18 campos de futebol – e capacidade para armazenar 600 mil m³ de água
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou a medição para a construção da bacia de detenção do Calafate, na avenida Tereza Cristina, na região Oeste da cidade. Apesar de ser uma alternativa para resolver o problema das enchentes no ribeirão Arrudas, a intervenção enfrenta resistência dos moradores das vilas localizadas no entorno, que temem desapropriações. As obras do chamado “Piscinão do Calafate” devem começar no primeiro semestre de 2014, com conclusão em agosto de 2016. O investimento é da ordem de R$ 328 milhões. A bacia será implantada no encontro da Tereza Cristina com a Via Expressa até o cruzamento com a Silva Lobo. Com área estimada de 196 mil m² – o equivalente a 18 campos de futebol – e capacidade para armazenar até 600 milhões de litros de água, o “Piscinão do Calafate” pode se tornar o segundo maior espelho d’água da capital, atrás somente da lagoa da Pampulha. Uma galeria será construída ao lado do leito do ribeirão, com o objetivo de baixar o nível das águas em dias de chuvas. Quando o volume do ribeirão subir além do limite estabelecido, a água passará a cair na galeria que desemboca no “piscinão”. Lá, ficará armazenada até o nível do Arrudas diminuir e, então, devolvida gradativamente ao leito do ribeirão. Nilo de Oliveira, professor de engenharia hidráulica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos profissionais que trabalham na idealização do projeto, afirmou que a proposta é suficiente para reduzir os riscos de inundação no Arrudas. “O risco de inundação nunca é zero, mas a bacia o reduz enormemente. O modelo tem sido adotado com sucesso em São Paulo”, reforçou. Receio. Entretanto, o especialista pondera que é preciso um projeto urbanístico que integre de maneira harmônica o “piscinão” à cidade. É justamente essa integração que preocupa os moradores da Vila Calafate, que pretendem permanecer no local. “São 580 famílias nessa área e até agora não sabemos se vai haver ou não desapropriação. Só saímos com uma boa indenização”, disse o presidente da Associação dos Moradores da Vila Calafate, Elton Moura, que já enfrentou a ameaça de desapropriação em 2008, quando a PBH pretendia fazer a nova rodoviária no local. A Companhia Urbanizadora de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) informou que ainda não há processo de desapropriação no local. Barreiro Bacia. Além do “Piscinão do Calafate”, será construída uma bacia de detenção menor, na altura do bairro das Indústrias, na região do Barreiro, na capital. A capacidade será de 120 mil m³.

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