Manifestação do Grito de Liberdade acontece de forma pacífica no Rio de Janeiro

Cerca de 600 pessoas com mordaças na boca, em protesto, principalmente, contra a repressão policial e a prisão de ativistas em outras ações

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Alguns atores estavam entre os 600 manifestantes que percorreram a avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, em silêncio, nesta quinta-feira (31). A maioria das pessoas que aderiram o movimento estavam com mordaças na boca, em protesto, principalmente, contra a repressão policial e a prisão de ativistas em outras manifestações. O ato foi pacífico, mas isso não impediu que, mais uma vez, comerciantes baixassem as portas à medida que o grupo passava, em tom de marcha fúnebre. O ato, chamado de "Grito da Liberdade", foi convocado em redes sociais por meio de um vídeo que teve a participação de atores e atrizes como Wagner Moura, Mariana Ximenes, Marcos Palmeira, Camila Pitanga e Guta Stresser, entre outros. Poucos dos que participaram da gravação foram à manifestação, entre eles o poeta Chacal, as atrizes Leandra Leal e Teresa Seiblitz, o ator Luís Henrique Nogueira e o professor de Direito Adriano Pilatti. "Nunca vi a Rio Branco com este silêncio ensurdecedor. Em vez da política do medo que os governos pensam que estão conseguindo impor, é preciso escutar o que esses jovens têm a dizer", disse Pilatti. Black Blocs formavam um cordão humano à frente do grupo. O único princípio de tumulto ocorreu quando PMs tentaram deter um dos manifestantes que usava mordaça, argumentando que ele estaria mascarado. Houve protesto e ele foi liberado. O ato começou em frente ao Fórum e seguiu até a Candelária, em clima festivo, com uma banda tocando ao vivo, e depois o tom mudou na Rio Branco. O grupo seguiu até a Cinelândia, acompanhado por centenas de policiais. Estava previsto um ato final em um galpão na Lapa. Faixas pela libertação de manifestantes presos foram estendidas no alto dos Arcos da Lapa. Com Agência Estado

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