CBF acusa "persona non grata" Diego Costa de recusar a seleção por dinheiro

Entidade ainda garantiu que vai evitar que o atacante defenda a seleção espanhola

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

REPRODUÇÃO/RFEF
Atacante escolheu defender a Espanha como forma de gratidão ao país que lhe deu "tudo"
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) promete fazer de tudo para não permitir que Diego Costa, que escolheu defender a seleção espanhola, rejeitando o escrete canarinho, jogue pela Fúria. A entidade também vai instaurar um procedimento contra o atacante no Ministério da Justiça para que seja declarada a perda da nacionalidade brasileira por parte do jogador, e o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, afirma que o artilheiro do Campeonato Espanhol escolheu jogar pela Fúria por razões "financeiras". "Não tenha dúvida de que Diego Costa foi aliciado. Sofreu duas horas de pressão dos espanhóis na noite de ontem (segunda-feira) e mais duas horas na manhã de hoje (terça). É óbvio que a razão da escolha foi financeira. O presidente (da CBF, José Maria Marin) me autorizou a instaurar um procedimento no Ministério da Justiça, pedindo a perda da cidadania brasileira, que Diego Costa repudiou", disse Lopes em entrevista ao 'Globo'. De acordo com o advogado, o procedimento terá como base o Artigo 12 da Constituição: "Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; que tem posição de naturalização pela norma estrangeira ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis". O diretor jurídico da CBF, no entanto, criticou o caso envolvendo o atacante do Atlético do Madrid. "Essas duas condições não se aplicam a Diego Costa. Ele fala em amor ao Brasil na carta que enviou à CBF, mas optou pela Espanha no mesmo ano em que jogou duas partidas amistosas pela seleção brasileira (contra Itália e Rússia, em março passado), e, agora, na mesma semana em que estava convocado para mais dois amistosos em novembro". Segundo o advogado, Diego Costa ainda se tornou uma "persona non grata" na seleção brasileira. "A CBF estava disposta a lutar pelo jogador. Juridicamente, nossos argumentos são fortes, porque os amistosos valem para o ranking da Fifa. Inclusive, foi a vitória por 1 a 0 sobre o Brasil que ajudou a Suíça a subir para sétimo lugar no ranking, que garantiu àquele país a cabeça de chave no sorteio dos grupos da Copa de 2014. Se não considerasse os amistosos, a Suíça seria sétima colocada? Não. O lugar seria da Itália", disse. "O presidente me disse que Diego Costa mostrou não estar apto a integrar a família Scolari, que iria contaminar a família, pois está comprometido não com o Brasil, mas com a Espanha. E que rejeitou a nacionalidade brasileira. Marin me pediu para que eu estude a situação, para evitar, em todas as esferas possíveis, que ele jogue pela Espanha. Disse ainda que, a partir de agora, Diego Costa é persona non grata na seleção, e que os próprios jogadores não iriam recebê-lo bem por causa do episódio", completou.