Crédito ficou mais caro em setembro

Taxa média de juros subiu para 28,4% ao ano

iG Minas Gerais |

DANIEL IGLESIAS/O TEMPO
Primeira vez. Compra com cartões se equivale a com dinheiro
Brasília. A taxa média de juros no crédito livre subiu de 28,0% ao ano em agosto para 28,4% ao ano em setembro. É maior taxa desde maio de 2012 (28,5% ao ano). Para a pessoa física, a taxa passou de 36,5% ao ano para 37,2% ao ano. Para a pessoa jurídica, avançou de 20,6% ao ano para 20,7% ao ano.Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa subiu de 138,9% ao ano para 143,3% ao ano na mesma comparação (veja lista ao lado). Mesmo com a taxa de juros mais alta, os cliente s usaram mais o cheque especial em setembro, por causa da greve dos bancários, disse ontem o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. A greve dos bancários começou no dia 19 de setembro e terminou em meados deste mês. Segundo Maciel, com a greve, os clientes deixaram de fazer depósitos para cobrir a conta e não tiveram acesso a modalidades de crédito com taxas mais baixas. “O cheque especial, quer seja pela restrição ao acesso para depósito ou por ser crédito prontamente disponível, pode ter crescido nesse período por causa da paralisação”.Já outras modalidades de empréstimos caíram 3%, justamente por causa da greve, com destaque para o crédito consignado (-16%), aquisição de veículos (-8,1%), financiamento imobiliário (-9,5%) e crédito rural (-7%).A taxa de inadimplência no crédito livre ficou estável em 5,1% em setembro em relação a agosto, segundo o Banco Central. Para pessoa física, se manteve em 7,0%. Para as empresas, o porcentual continuou em 3,4%. O spread bancário médio no crédito livre continuou em alta em setembro, indo de 17,6 pontos porcentuais (pp) em agosto para 17,8 pp no mês passado. A taxa de captação dos bancos no crédito livre subiu de 10,4% para 10,6% ao ano.

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