Investimento em agentes de combate fica só no papel

Fundo anunciado em agosto para financiar profissionais ainda não foi viabilizado

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Incentivo financeiro apoiaria contratação de 8.000 agentes
Às vésperas do período mais crítico de incidência da dengue, uma das principais novidades no combate à doença – anunciada pelo governo do Estado há dois meses – ainda não saiu do papel. Em 20 de agosto, durante lançamento do plano de contingência para o enfrentamento dos próximos ciclos da dengue em Minas, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que criaria um fundo financiador da carreira dos agentes de combate a endemias, com recursos das esferas federal, estadual e municipal. Até hoje, porém, a iniciativa não foi concretizada, e os casos da doença continuam aumentando. Desde o começo do ano, mais de 320 mil pessoas contraíram a dengue em Minas, número quase 15 vezes maior do que o registrado em todo o ano passado, quando 22.105 mineiros foram infectados. E a situação ainda pode piorar, já que historicamente a maior concentração de casos ocorre novembro e maio, em função das condições climáticas favoráveis ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença. Há déficit de agentes de combate a doença no Estado. Segundo a SES, a troca de gestão ocorrida em cerca de 80% das prefeituras provocou a desmobilização de muitas equipes. Para tentar solucionar a questão, o incentivo financeiro apoiaria a contratação de 8.000 agentes, para atuarem nos 853 municípios mineiros. O fundo receberia R$ 30 milhões do Estado e R$ 30 milhões dos cofres do governo federal, que seriam repassados aos municípios. Os municípios do Estado, por sua vez, investiriam o valor de R$ 35 milhões.resposta. De acordo com a assessoria de imprensa da SES, o órgão aguarda um posicionamento do Ministério da Saúde – que analisa o projeto, segundo informou o próprio ministério.

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