Homem mata companheira a marretadas e toma veneno de rato no Sul de MG

Homicídio aconteceu em São Paulo no dia do aniversário da vítima; suspeito não aceitava fim do casamento

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Polícia Civil / Divulgação
Antes do crime, homem escreveu uma carta pedindo que a companheira não terminasse o casamento
Inconformado com o pedido de separação da companheira, um funcionário público de 44 anos matou a mulher a marretadas, nessa terça-feira (29), no Estado de São Paulo e, em seguida, fugiu para Elói Mendes, no Sul de Minas. O suspeito ainda tentou se matar tomando veneno de rato. A Polícia Militar foi acionada por funcionários de um hospital em que o homem foi atendido. No bolso da blusa dele, a  enfermeira encontrou um número de telefone e, quando ligou, foi informada que  Antônio Sérgio Delgado tinha assassinado a companheira,  Marta Aparecida Batista, de 36, no dia do aniversário dela. A corporação fez contato com a Polícia Civil de Dois Córregos, cidade paulista onde o casal residia, e confirmou a história.  “Ele estava inconformado com o fim do relacionamento. Delgado  e Marta estavam juntos há 20 anos”, explicou o delegado responsável pela Delegacia de Polícia Civil de Dois Córregos, Gláucio Eduardo Stocco. Existe a suspeita que o crime  tenha sido premeditado, uma vez que o suspeito pediu que a filha de 18 anos dormisse na casa do namorado. Após o homicídio, ele ligou para a jovem e contou o que tinha acontecido. “O suspeito teve que ser transferido para um hospital de Varginha, na mesma região. O mandado de prisão já foi expedido e estamos esperando ele receber alta médica para que possa ser transferido para São Paulo”, contou Stocco. Fuga Após sair de São Paulo, Delgado foi para Elói Mendes e se hospedou em um hotel. Ele pediu que os funcionários o acordasse  à meia-noite, mas, antes do horário, ele começou a gritar por socorro após ter ingerido o veneno. O suspeito  prestava serviço para  para a Prefeitura de Dois Córregos, mas estava afastado há três meses por problemas na coluna. Segundo familiares, ele tinha depressão e tomava remédios controlados.

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