Saudita é preso por defender mulheres ao volante

Quando seus amigos foram informados que poderiam buscá-lo no departamento, também foram detidos por várias horas e interrogados sobre as atividades de campanha

iG Minas Gerais | da redação |

Ativistas afirmaram que autoridades sauditas detiveram o colunista Tariq al-Mubarak, que apoia o fim a proibição para que mulheres dirijam automóveis no país. Segundo as fontes, que falaram em condição de anonimato, o escritor foi convocado por investigadores da capital do país no final de semana a respeito do roubo de um carro. Mas, quando ele chegou ao departamento de investigações criminais do Ministério do Interior, no domingo, foi interrogado sobre seu papel na campanha que pede que as mulheres tenham permissão para dirigir no reino. Quando seus amigos foram informados que poderiam buscá-lo no departamento, também foram detidos por várias horas e interrogados sobre as atividades de campanha, disseram as fontes. O grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) e ativistas que conhecem al-Mubarak afirmam que ele continua detido e sem acesso a um advogado. O HRW, que é sediado em Nova York, pediu a imediata libertação de al-Mubarak e que as autoridades "parem de perseguir e tentar intimidar ativistas e mulheres que desafiam a proibição de dirigir". Não foi possível entrar em contado com o porta-voz do Ministério do Interior, Mansour al-Turki, para que ele falasse sobre o assunto. Numa coluna publicada no diário pan-árabe Asharq al-Awsat no dia de sua detenção, al-Mubarak disse que extremistas intimidavam pessoas que queriam exercer seus direitos. Al-Mubarak, que também trabalha como professor, faz parte do grupo central de ativistas que pede que as mulheres tenham o direito de dirigir na Arábia Saudita. Cerca de 60 mulheres afirmaram que foram para trás dos volantes no sábado para protestar contra a proibição. O grupo que coordenou a campanha de 26 de outubro diz que suas atividades continuam e que continua a receber vídeos de mulheres que filmaram a si mesmas ao volante. Os ativistas disseram à Associated Press que têm sido seguidos nos últimos dias e esperam ser detidos. Eles prepararam planos de contingência e números de emergência para jornalistas e integrantes de organizações de direitos humanos entrarem em contato no caso de prisão. Pelo menos duas mulheres foram multadas recentemente pela polícia por dirigir no país, afirmaram os ativistas. Samia El-Moslimany disse que recebeu uma multa de US$ 135 por dirigir na Arábia Saudita, embora tenha carteira de habilitação norte-americana. Fonte: Associated Press.    

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