Seleção de Gibraltar fará seu primeiro jogo em novembro

A aprovação de Gibraltar como membro número 54 da Uefa havia sido dada em maio, durante congresso da entidade

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Considerado pela ONU um território ultramarino da Grã-Bretanha, Gibraltar é agora um membro da Uefa. E a pequena península de 6,5 km² e cerca de 30 mil habitantes vai estrear como seleção de futebol internacionalmente reconhecida numa partida contra a Eslováquia, no mês de novembro, segundo foi anunciado nesta terça-feira. A partida vai acontecer em Faro (Portugal), porque o único estádio de Gibraltar está sendo reformado para atender às especificações da Uefa. Antes, equipes de base do país e também seu time de futebol já haviam atuado em partidas reconhecidas pela Fifa. A aprovação de Gibraltar como membro número 54 da Uefa havia sido dada em maio, durante congresso da entidade. Alguns políticos espanhóis eram contra a medida e queriam evitar que o território britânico, localizado no extremo sul da Espanha, entrasse para a Uefa. Gibraltar tem seis equipes na primeira divisão e 600 jogadores inscritos entre uma população de quase 30 mil pessoas, todos com cidadania britânica - tem tamanho similar a San Marino e Mônaco, por exemplo. A Associação de Futebol de Gibraltar, que foi fundada em 1895, solicitou sua entrada na Fifa em 1997 com o respaldo da Inglaterra, mas a entidade repassou a decisão para a Uefa. Após a Copa do Mundo de 2014, vai participar pela primeira vez das Eliminatórias da Eurocopa. Já é certo, porém, que Gibraltar não cairá no grupo da Espanha, para que não haja nenhum tipo de confronto. Recentemente, o governo espanhol anunciou que pretende levar a disputa com a Grã-Bretanha sobre o território de Gibraltar à ONU. Desde agosto, a Espanha se queixa que um recife artificial que está sendo construído por Gibraltar irá bloquear os seus navios de pesca. A Espanha cedeu Gibraltar à Inglaterra de forma perpétua em 1713 sob o Tratado de Utrecht, mas há tempos afirma que o território deve ser devolvido à soberania espanhola. Londres diz que não fará nada contra o desejo da população local, que é firmemente favorável ao domínio britânico.

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