Luis Fabiano afirma que não ficaria feliz, mas aceitaria reserva no São Paulo

Jogador afirmou que está acostumado com as pessoas "pegando no seu pé"

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Rubens Chiri/São Paulo
Atacante está pressionado pela boa fase de seus companheiros
"Pegar no meu pé? Já estou acostumado". Foi com uma frase bem humorada e sarcástica que Luis Fabiano encarou as muitas perguntas sobre seu retorno à equipe do São Paulo justamente no momento que Aloísio desandou a fazer gols (foram seis nos últimos três jogos) e virou xodó dos torcedores. Pressionado pela boa fase dos companheiros, o artilheiro minimizou a disputa e preferiu exaltar a fase dos concorrentes na véspera do jogo com o Atlético Nacional, no Morumbi, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. Luis Fabiano minimizou os questionamentos e mostrou-se compreensivo sobre a hipótese - já descartada pelo técnico Muricy Ramalho - de ir para o banco de reservas. Para o camisa 9 deixar a equipe titular, se for desejo da comissão técnica, não seria um problema e ele garante que não criaria um clima ruim. "No ano passado eu me machuquei no Paulista e o Willian José foi muito bem. Meu contrato não tem cláusula que tenho que ser titular em todo jogo e nem fazer gol em todo jogo. Se um dia eu for para o banco é claro que não vou gostar, mas claro que vou respeitar. Se o companheiro estiver melhor não vou reclamar, até jogador de 100 milhões de euros ficou no banco, por que não eu? Não é um bicho de sete cabeças", explicou, lembrando do galês Gareth Bale, jogador mais caro do mundo e que ainda não emplacou no Real Madrid. Artilheiro do time na temporada com 21 gols, o camisa 9 participou do triunfo sobre o Vitória (3 a 2) que inaugurou a atual fase invicta do time. Sem ele, o time amealhou outras cinco vitórias e um empate - deixou o risco de queda para trás e passou de fase na Sul-Americana. Ele também revelou um acordo com Muricy para se ausentar por mais tempo de modo que pudesse se preparar melhor fisicamente para aguentar todos os jogos da reta final da temporada. "Justiça existe, o que não existe é memória. Saí por lesão, não por opção. Claro que o time foi muito bem no período que estive machucado e infelizmente não pude participar dessa ascensão. O treinador combinou comigo que ficaria um tempo maior fora para me recondicionar e me preparar e ele está cumprindo isso. De repente nos próximos jogos pode mudar alguma coisa, se o Aloísio precisar ficar no ataque depois disso a gente vê."

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