Roteiro de sacoleiras se expande

Profissionais também fazem compras em Estados como Goiás e países como Bolívia e Paraguai

iG Minas Gerais | Jáder Rezende |

UARLEN VALERIO / O TEMPO
Tradição. Apesar de novos trajetos, procura por roteiros tradicionais, como São Paulo, ainda é grande
O roteiro das sacoleiras mineiras não se restringe apenas aos centros de compras mais conhecidos de São Paulo e da região de Petrópolis (RJ). Muitas delas estão buscando praças que garantem preços e produtos mais atraentes, como Goiânia (GO) e Caruaru (PE). Algumas chegam a ir até a Bolívia, em busca de confecções de grandes marcas – falsificadas.Com a proximidade do Natal, no entanto, os preferidos são os destinos dentro de Minas Gerais. O segmento de lingerie, por exemplo, vem se firmando a cada temporada nos municípios de Juruaia e Guaxupé, no Sul do Estado, enquanto o de vestuário segue pulverizado em diferentes regiões, como em Vargem Grande, no Norte, e Divinópolis, no Centro-Oeste. Em Passos, também no Sul de Minas, a procura maior é por moda infantil e, em Nova Serrana, no Centro-Oeste, a indústria calçadista segue forte.Em Belo Horizonte, a frenética procura por itens de vestuário nas regiões do Prado, Barro Preto e até na tradicional Feira Hippie levou a Câmara de Dirigentes Lojistas local a instituir o Conselho CDL Barro Preto, cujo coordenador, Fausto Izac, afirma que a ação dessas revendedoras é fundamental para o incremento das vendas. “As revendedoras que compram nas lojas atacadistas do Barro Preto e Prado, dentre outros, são, em sua grande maioria, cadastradas nas lojas, gozam de crédito, de descontos especiais, prazos dilatados de pagamento e outros benefícios”.Para ele, a figura da “revendedora de moda” desenvolve um papel de empreendedorismo e parceria de extrema relevância econômica e comercial entre os fabricantes e atacadistas do setor. “Sem a existência dessas profissionais, o comércio desse segmento seria muito reduzido. Da mesma forma e de igual importância temos o profissional chamado ‘corretor de moda’, que traz os compradores até as prontas entregas e fabricantes. São atividades legais que contribuem com divisas de impostos dentro da cadeia produtiva”, afirma Izac, que lamenta a concorrência desleal das sacoleiras que buscam melhores oportunidades em outras localidades, o que, segundo ele, gera perda de competitividade e de divisas.

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