PSD ganha primeira suplência

Tucanos quererem manter sigla de Kassab bem perto do senador Aécio Neves em Minas Gerais

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

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Lideranças do PSDB de Minas começaram nesta terça-feira (29) a primeira rodada de conversas com os partidos considerados prioritários para compor alianças visando as eleições estaduais de 2014. O primeiro alvo foi o PSD, que apesar de nacionalmente ser ligado ao governo federal e à presidente Dilma Rousseff (PT), vem travando, no Estado, guerras internas desde o ano passado para conseguir permanecer na base do senador tucano e pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves. Em Minas, o PSD é considerado um partido-chave na composição da base aliada por ser uma das siglas com grande tempo de televisão – cerca de dois minutos – e possuir uma bancada ampla, com sete deputados federais e seis estaduais. Para tentar manter o apoio da legenda, que hoje ocupa duas secretarias do Estado, algumas propostas já foram feitas. Os tucanos ofereceram, além de uma aliança proporcional (disputa para deputado federal e estadual), a primeira suplência no Senado. O argumento é claro. Caso Aécio vença a eleição para a Presidência da República, o governador Antonio Anastasia, que deve concorrer a uma vaga no Senado com chances de ser eleito, poderia assumir um ministério. Com isso, o primeiro-suplente assumiria a titularidade no Senado. “A primeira suplência já é alvo de disputa. O PSDB vai oferecer condições favoráveis em troca do apoio do PSD. Acreditamos que é natural ele estar nas chapas proporcional e majoritária”, explica o presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana, que convocou a reunião que contou com a participação do ex-ministro Pimenta da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo do Estado. “Não estamos precipitando as coisas. Foi apenas uma primeira conversa, mas o apoio do PSD é importantíssimo para a gente. Sabemos que o Gilberto Kassab (presidente nacional do partido) é ligado ao PT, mas em Minas, temos uma relação muita próxima, o que queremos que permaneça no ano que vem”, completou o dirigente tucano após o encontro em Brasília. Para as lideranças do PSD de Minas, uma definição não pode ser tomada neste momento – nem no que diz respeito à disputa pelo Palácio do Planalto nem pelo governo mineiro. No entanto, elas reconhecem que ficar contra Aécio no reduto eleitoral do senador “não é tarefa fácil”. “Acreditamos que o partido nacionalmente não vai criar dificuldades em relação a um apoio a Aécio e a uma aliança com o PSDB em Minas. Ninguém pode cobrar isso de um deputado mineiro”, argumentou o deputado estadual Fábio Cherem.

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