PSB e Rede afinam discursos

Governador de Pernambuco defende agronegócio em evento para debater programa da nova aliança

iG Minas Gerais |

NELSON ANTOINE/FOTOARENA/ESTADÃO
Dilma Rousseff fez a defesa do sistema de partilha, usado em Libra, em seu programa de rádio
São Paulo. Após o rompimento com o deputado ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO) pela aliança que firmou com a ex-senadora Marina Silva, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou, ontem, que o agronegócio precisa se aproximar da sustentabilidade defendida pela nova aliada. “Não temos nenhum preconceito com os que vivem e produzem no campo, pelo contrário, vemos a necessidade dessa aproximação com o que defendemos, porque há uma expectativa enorme com o Brasil no mundo afora”, disse Campos.O tema foi objeto da primeira aresta que surgiu na aliança entre Marina e Eduardo, firmada no início de outubro. Caiado, que havia anunciado apoio ao PSB, decidiu romper com Campos depois de críticas de Marina.“O agronegócio é responsável por 25% do PIB, 25% do emprego. Nós queremos fazer isso com sustentabilidade, porque o mundo não quer comprar nada de quem não respeite os valores que ele está em busca”, afirmou Campos.Na entrevista, Marina também rebateu críticas de que o governo pernambucano se serve da mesma prática criticada pela aliança – a troca de cargos na administração por apoio legislativo. “Eu posso falar de uma pessoa que ele (Campos) convidou que não foi com base na visão patrimonialista: o Sérgio Xavier (secretário de Meio Ambiente) foi convidado para integrar o governo em cima de um programa. O governador mostra o resultado com o testemunho de sua gestão. Se fosse fisiológica, não seria o mais bem avaliado do país”, afirmou.Campos e Marina participaram ontem do primeiro encontro entre PSB e Rede para iniciar discussões sobre o programa de governo. Cerca de 150 militantes estiveram reunidos em um espaço na zona Oeste de São Paulo para a discussão. Alguns dos líderes políticos discursaram durante a apresentação dos resultados.A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), primeira a falar, foi aplaudida aos gritos de “governadora” por parte dos presentes. Em São Paulo, Rede e PSB enfrentam divergências na composição eleitoral para 2014.O partido participa do governo estadual do tucano Geraldo Alckmin e tende a apoiar sua reeleição. A Rede não concorda e defende candidatura própria. Erundina já foi objeto de campanha interna de militantes. O cineasta Silvio Tendler citou as manifestações dos militantes: “Ouvi 'Erundina governadora. Espero que vire verdade”.Ao abrir o encontro, a ex-senadora Marina Silva pediu que os dois grupos estivessem abertos ao diálogo. "Às vezes a gente tem o vício de escutar só o que quer. Caetano já disse: Narciso acha feio o que não é espelho, estamos aqui para achar bonito o que não é espelho”, declarou..

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