Jogos para o gasto e choro exagerado

iG Minas Gerais |

Na maior cara de pau o técnico Argel pôs a culpa do quase rebaixamento do Criciúma nas arbitragens, incluindo essa goleada que tomou do Cruzeiro. Ridículo! Como o time dele, que correu muito, conseguiu virar o jogo para 3 a 2 ainda no primeiro tempo, aproveitando-se unicamente de uma relaxada que o Cruzeiro deu, tamanha a facilidade que a partida estava. No segundo tempo o time voltou a jogar sério e Marcelo Oliveira trocou Henrique por Julio Baptista e William por Élber, aumentando a velocidade e sufocando o Criciúma, que jogava com um a menos, já que Suéliton foi expulso, com razão. Um ótimo jogo, não só pela quantidade de gols, mas pela vontade dos dois times, que buscavam a vitória, cada um com o seu objetivo: o título e o desespero contra o rebaixamento. No piloto automático Com Atlético e Botafogo no mesmo horário, não dava para largar o controle remoto, zapeando entre os canais Sky, 127, com as imagens do Maracanã, e 130, do Mineirão. Os dois alvinegros faziam um jogo burocrático até a informação de que o Criciúma tinha virado. Seedorf e cia passaram a correr muito mais, num sopro de esperança de reagir na classificação. Pelo menos estavam conseguindo se igualar ao Grêmio e ficar a nove pontos do Cruzeiro. Reação Com o placar adverso, o Galo desligou o piloto automático e passou a buscar o empate, que não aconteceu. Jogo em ritmo de amistoso com o Botafogo lutando por vaga na Libertadores. Com o calendário que prevalece no Brasil em relação ao primeiro mundo do futebol, é impossível mudar o quadro: o campeão da Libertadores sempre vai privilegiar a decisão do Mundial e se resguardar contra o rebaixamento. Movimento Nesta noite o América enfrenta o Paysandu, no Independência, e a diretoria está fazendo a mobilização na medida certa para chamar americanos e quem torce pelo futebol mineiro para encher o estádio e ajudar a conquistar os seis pontos que serão disputados nos dois próximos jogos em casa. A volta do Coelho à Série A será benéfica para todos, independentemente da cor clubística em Minas Gerais. Fundo do poço Para mim, apesar de tantos jogos de futebol no fim de semana, as imagens que mais marcaram foram as cenas de violência, no Rio Grande do Norte, no América de Natal x Ceará, e a absurda agressão de marginais ao coronel da PM de São Paulo que comandava as ações contra os baderneiros numa estação de metrô da capital paulista, na sexta-feira. Inaceitável! Quando os bandidos perdem o medo e não respeitam as instituições e seus agentes, é porque o caos está próximo. Atores O pior de tudo é que os marginais agressores ainda conseguem espaços preciosos na mídia, e alguns, bons de fala, conseguem passar a imagem de vítimas, com o apoio que conseguem angariar de boa parte dos colegas. Enquanto essa gente não for tratada como bandidos comuns e penar atrás das grades, a violência e o desrespeito à cidadania vão prevalecer. Apesar dos pesares Com a ausência de risco do rebaixamento, a maioria dos atleticanos que nos escreve não reclama muito do técnico Cuca, do time alvinegro ou da diretoria. A bronca dos torcedores é com o uniforme da Lupo, que, além de não ter elaborado uma camisa bonita, não conseguiu abastecer as lojas e pontos de venda com as camisas dos principais ídolos do time. Especulações dão força a possíveis tratativas com a Adidas e a Nike.

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