‘Não há interesse financeiro’

iG Minas Gerais | bernardo miranda |

Questionados se haveria algum interesse financeiro das autoescolas por trás das reprovações sucessivas dos alunos, o presidente do Sindicato dos Proprietários dos Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais (SIPROCFC), Rodrigo Fabiano da Silva, nega. Ela rejeita também a teoria de que muitos examinadores reprovariam os candidatos que se recusam a pagar suborno para ter a carteira de habilitação.   Segundo ele, postura semelhante faz parte do cotidiano de uma minoria. “A maior parte dos instrutores trabalha de maneira séria”. Subjetivos. A economista Kelly Macedo, 33, reclama que faltam critérios claros em grande parte do exame. “Fiz duas provas no bairro Alípio de Melo (na Pampulha). Na última vez, tive a impressão de que o examinador estava doido para ir embora, porque era véspera de feriado, e ficou com má vontade para me avaliar”, contou. “É uma pena, porque, com critérios que não podemos contestar, fica difícil ter um exame que se possa levar a sério”. Ela tirou carteira na terceira tentativa, em 2011. Já o presidente do sindicato garante que há seriedade no trabalho dos examinadores. Ele conta que já viu dois deles brigando porque um queria aprovar e outro, não. “Muitas vezes, tem a questão emocional do candidato, que o impede de passar”. Trâmite Carga horária. Para se tornar um motorista habilitado, o candidato precisa passar por, no mínimo, 45 horas/aula de legislação de trânsito. Depois, ele precisa de 20 horas de prática em direção.

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