Jogos para o gasto

iG Minas Gerais |

Na maior cara de pau, o técnico Argel pôs a culpa do quase rebaixamento do Criciúma nas arbitragens, incluindo essa goleada que tomou do Cruzeiro. Ridículo! Como o time dele, que correu muito, conseguiu virar o jogo para 3 a 2 ainda no primeiro tempo, aproveitando-se unicamente de uma relaxada que o Cruzeiro deu, tamanha a facilidade que a partida estava. No segundo tempo o time voltou a jogar sério, e Marcelo Oliveira trocou Henrique por Julio Baptista e William por Élber, aumentando a velocidade e sufocando o Criciúma, que jogava com um a menos, já que Suéliton foi expulso, com razão. Um ótimo jogo, não só pela quantidade de gols, mas pela vontade dos dois times que buscavam a vitória, cada um com o seu objetivo: o título e o desespero contra o rebaixamento. Com Atlético e Botafogo no mesmo horário, não dava para largar o controle remoto, zapeando entre os canais com as imagens do Maracanã e do Mineirão. Os dois alvinegros faziam um jogo burocrático, até a informação de que o Criciúma tinha virado. Seedorf e companhia passaram a correr mais, num sopro de esperança de reagir na classificação. Pelo menos estava conseguindo naquele momento se igualar ao Grêmio e ficar a “apenas” nove pontos do Cruzeiro. Movimento. Amanhã, o América enfrenta o Paysandu no Independência e a diretoria está fazendo a mobilização na medida certa para chamar americanos e quem torce pelo futebol mineiro para encher o estádio e ajudar a conquistar os seis pontos que serão disputados nos dois próximos jogos em casa. A volta do Coelho à Série A será benéfica para todos em Minas Gerais. O caos. Para mim, apesar de tantos jogos de futebol no fim de semana, as imagens que mais marcaram foram as cenas de violência em Natal, no América x Ceará, e a absurda agressão de marginais ao coronel da PM de São Paulo, que comandava as ações contra os baderneiros numa estação de metrô da capital paulista, sexta-feira. Inaceitável! Apesar de tudo. Com a ausência de risco do rebaixamento, a maioria dos atleticanos que nos escreve não reclama muito de Cuca, do time ou da diretoria. A bronca é com o uniforme da Lupo, que além de não ter elaborado uma camisa bonita, não conseguiu abastecer as lojas com as camisas dos principais ídolos. Atores. O pior de tudo é que os marginais agressores ainda conseguem espaços preciosos na mídia, e alguns, bons de fala, ainda conseguem passar a imagem de vítimas, com o apoio que conseguem angariar de boa parte do colegas. Enquanto essa gente não for tratada como bandidos comuns e penar atrás das grades, a violência e o desrespeito à cidadania vão prevalecer.  

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