Aprovar agora para valer depois

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

A onda de manifestações ocorridas no Brasil, com maior força em junho deste ano, pressionou os agentes públicos a tirarem do papel algumas das mais antigas demandas populares do país. Porém, uma das mais importantes e urgentes, a reforma política, continua sendo apenas uma promessa e, se aprovada, só deve valer em 2016.   Em resposta aos protestos, até a presidente Dilma Rousseff (PT) resolveu agir e defendeu a convocação de um plebiscito popular para aprovação da reforma política, que seria elaborada por uma constituinte exclusiva. “O segundo pacto gira em torno da construção de uma ampla e profunda reforma política que amplie a participação popular e os horizontes para a cidadania”, disse a petista naquele momento. Ela também argumentou que o crime de corrupção no Brasil deveria ganhar penas mais duras. As discussões em torno de um plebiscito – ou mesmo referendo – se arrastaram por meses sem grandes definições. E, até o momento, na prática nada mudou. Um dos andamentos em relação à reforma foi dado pelo grupo de trabalho formado na Câmara dos Deputados para discutir os principais pontos que devem ser incluídos na proposta. Na última quinta-feira, os parlamentares decidiram incluir o voto facultativo no texto, que deve ser enviado ao plenário no início de novembro. Os deputados resolveram também estabelecer um teto para o financiamento de campanha e o voto distrital proporcional para a eleição de deputados. O problema é que, se for votada nos próximos meses, a reforma só valerá em um pleito futuro. 

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