Após morte de jovem por PM, população se revolta e queima ônibus em SP

Confrontos com a PM (que usou bombas de gás e balas de borracha) se espalharam pelas ruas do entorno. Entretanto, até o fim da noite desse domingo, não havia confirmação nem de presos nem de feridos

iG Minas Gerais | Agência Estado |

Ao menos 300 pessoas participaram de protestos na tarde desse domingo, 27, na Vila Medeiros, zona norte da capital, após a morte de um rapaz de 17 anos. Ele foi atingido por um tiro dado por um policial militar, que alega disparo acidental. Segundo a PM, três ônibus e um automóvel foram queimados pela multidão. O número de lojas saqueadas e comércios depredados ainda estava sendo analisado até as 23h. Os manifestantes bloquearam, com barricadas de lixo e entulho incendiado, os acessos à Avenida Mendes Rocha, uma das principais vias da região. Os confrontos com a PM (que usou bombas de gás e balas de borracha) se espalharam pelas ruas do entorno. Entretanto, até o fim da noite de ontem, não havia confirmação nem de presos nem de feridos. Ainda segundo a PM, o primeiro chamado no bairro ocorreu às 14h. A polícia havia sido acionada para atender uma ocorrência de perturbação da ordem pública. Foi quando o rapaz acabou atingido pelo disparo do policial. O PM foi autuado em flagrante por homicídio culposo (sem intenção) e levado até o 73.º Distrito Policial (Jaçanã). Os protestos começaram logo depois e só começaram a dar sinais de término por volta das 21h. Um Gol estacionado na Avenida Luís Stamatis foi incendiado. Outros automóveis, entretanto, foram atingidos por pedras lançadas pelos manifestantes, ainda de acordo com a PM. Fogo Os coletivos incendiados foram duas lotações da Viação Transcooper e um ônibus comum da Viação Sambaíba. Os ônibus tiveram dificuldade de circular pelo bairro na tarde desse domingo. No protesto, lixeiras e telefones públicos também foram destruídos. A Polícia Militar usou homens da Força Tática para conter o distúrbio. Um helicóptero Águia também foi deslocado para a região. Só então foi possível que os bombeiros entrassem no bairro para apagar os incêndios nos coletivos e nas barricadas. A Polícia Militar não confirmou, na noite de ontem, a identidade do rapaz morto pelo policial e também não deu detalhes sobre o PM envolvido na morte. Até as 23h, homens da Força Tática permaneciam na região, embora o tumulto tenha se encerrado por volta das 20h.  

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