Vitória consegue virada no Maracanã, se aproxima do G4 e complica o Fluminense

Rubro-Negro baiano alcançou os 47 pontos e ficou a apenas cinco da zona de classificação à Libertadores. Tricolor vê o Z4 mais perto

iG Minas Gerais | agência estado |

Nelson Perez / Fluminense
Diguinho disputa bola com Renato Cajá durante derrota do Tricolor dentro de casa
Existem vitórias e existem grandes vitórias. Existem derrotas e há aquelas inexplicáveis. O 3 a 2 obtido pelo Vitória sobre o Fluminense, neste domingo, pelo Brasileirão, no Maracanã, se enquadra no rol dos triunfos aumentativos. O mesmo placar entra para a lista de revezes pífios do time carioca, que atuou em casa, com a vantagem de ter um jogador a mais durante 75 minutos e com apoio de quase 30 mil torcedores. Derrotado e envergonhado, o Fluminense deixou o campo sob gritos de protesto de sua torcida, que viu a equipe parar nos 36 pontos na 16.ª colocação e a apenas três pontos da zona de rebaixamento. O próximo adversário é o Flamengo, no Maracanã, daqui a uma semana. "Viramos o jogo, mas não sei o que aconteceu. Deu um apagão. Inadmissível isso", criticou o atacante Rafael Sóbis, que chegou a colocar seu time à frente na metade da segunda etapa. "Estamos brincando com o perigo. Jogamos duas em casa, não vencemos. Estamos nos colocando em um risco que pode não dar mais para sair", bufou Sóbis, se referindo à possibilidade de queda à Série B. "Mesmo com um a menos, tivemos sabedoria. Graças a Deus consegui fazer o gol (da vitória)", comemorou William Henrique, que entrou no segundo tempo para fazer um gol de oportunismo e colocação. Com 47 pontos e na sexta posição, os baianos continuam a sonhar em entrar no G4 e beliscar uma vaga na Libertadores do ano que vem. Tudo parecia caminhar para um triunfo tricolor com 13 minutos de jogo. O zagueiro Kadu deu entrada violenta em Diguinho. Suas travas abriram um rasgo na canela do tricolor, que precisaria deixar o campo minutos mais tarde. O fraco e hesitante árbitro Fabricio Neves Correa tomou uma decisão polêmica. Após marcar a falta, puxou o cartão amarelo. Ao ver o volante deixar o campo com a perna sangrando, mostrou o vermelho para o defensor. Mas o Vitória tem o ousado técnico Ney Franco no banco. Ele sacou seu volante mais marcador, recompôs a zaga com Luiz Gustavo e preservou seus homens de ataque. Imediatamente a decisão rendeu frutos. Um estouro da defesa, Dinei desviou de cabeça e Marquinhos entrou livre para abrir o marcador, aos 23. Mas a supremacia numérica parecia que determinaria a reação tricolor. Quatro minutos depois, Biro Biro deixou Juan na saudade e cruzou. Ayrton tocou contra as próprias redes. A arbitragem anotou erradamente gol para o atacante da casa. Quando Rafael Sóbis virou aos 12 do segundo tempo, em assistência de Biro Biro, havia poucas dúvidas de que a vitória do Fluminense estava muito bem encaminhada. Mas Ney Franco já havia ousado mais uma vez. Sacou um meia, lançou um atacante de velocidade - Renato Cajá fora, para entrada de William Henrique. O Vitória se soltou, assustou, empatou e virou. Tudo no espaço de sete minutos. Marquinhos chutou mais uma vez, Diego Cavalieri espalmou e o lateral Juan apareceu na pequena área para complementar. Com o Fluminense atordoado, ainda tentando entender o que havia acontecido, Escudero fez ótima jogada para iniciar o contra-ataque, Juan cruzou, Marquinhos chutou e a bola encontrou mansamente o pé de William Henrique: 3 a 2. Tomados pelo desespero, os tricolores se lançaram à frente sem estratégia ou tranquilidade. Pressionaram, mas sempre encontrando a resistência consciente dos adversários. Rafinha quase empatou nos minutos finais, na base do abafa, mas Wilson fez sua melhor defesa do jogo e garantiu um triunfo que mantém o Vitória na briga pela Libertadores.

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