Modelo internacional plus size faz escolhas inteligentes na alimentação

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

GLOBO/Alex Carvalho
A atriz Fabiana Karla diz não sofrer preconceito na vida real como na novela
Gordinha e saudável. Se essas duas palavras parecem não ser complementares, saiba que isso é, sim, possível. Estatisticamente, a obesidade é que está mais relacionada ao risco de doenças, e o sobrepeso é uma situação de alerta na qual alguns riscos já podem estar presentes, explica o diretor do Instituto Mineiro de Endocrinologia, Geraldo Santana.   “O conceito de saudável é variável, pois pode se referir a uma condição ou a um estado com potenciais riscos. O Índice de Massa Corpórea (IMC) até 25 é considerado um peso saudável devido a menor influência dessa faixa de peso no risco de comorbidades. Mas a pessoa pode não ser saudável por outros motivos ou hábitos de vida. Além disso, pode estar acima do IMC 30, mas ainda ser saudável por não apresentar nenhuma complicação”, afirma o endocrinologista. A modelo internacional Fluvia Lacerda, considerada a “Gisele Bündchen do mundo plus size”, conta que sempre teve uma saúde ótima porque sempre se alimentou de forma saudável. “Muitas pessoas, quando me escutam falar isso, pensam automaticamente que eu deveria ser magérrima. Qualidade não tem nada a ver com dieta. Adoro carboidratos, só que opto por integral. Não tomo refrigerante, evito frituras e faço opções inteligentes quanto à minha alimentação, não por querer ser magra, mas por detestar ficar doente”, diz. Depois de já se alimentar bem e praticar ioga, agora grávida, a modelo diz que se policia mais em relação às horas de trabalho e sono, e às aulas de meditação que faz. “Tinha horários muito complicados devido a carreira. Às vezes não conseguia relaxar o suficiente pra dormir, acabava não me alimentando pela manhã, trabalhava longas horas e comia muito tarde. Com a gravidez, modifiquei tudo isso”, afirma. Segundo Santana, mesmo uma pessoa acima do peso que não apresenta nenhum tipo de doença deve se preocupar. “A obesidade é claramente um fator de risco para doenças cardiovasculares, metabólicas, ortopédicas e até alguns tipos de câncer. Além disso, a saúde não se mede apenas por exames, mas pelos sintomas subjetivos (depressão, baixa autoestima, desadaptação social). Eles interferem na qualidade de vida, podendo gerar conflitos com repercussões nos relacionamentos e na produtividade profissional”, diz.  Fotógrafa capta olhares de repulsa contra excesso de peso e cria projeto Foi após flagrar um olhar de repulsa de um homem enquanto trabalhava, em 2010, que a fotógrafa norte-americana Haley Morris-Cafiero criou o projeto “Wait Watchers” – nome como é conhecido o programa de emagrecimento “Vigilantes do Peso” em outros países. Bem-resolvida com seus quilos a mais, nessa série de fotos o foco não é ela, e sim os olhares preconceituosos das pessoas à sua volta, zombando e debochando da sua aparência. “Considero minhas fotografias um experimento social, viajo o mundo em uma tentativa de fotografar as reações das pessoas”, disse a fotógrafa, que divulga seu trabalho no site http://haleymorriscafiero.com .

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave