Entre ursos polares

Na Baía de Hudson, observam-se os animais em veículos especiais e, no Nanuk Polar Bear Lodge, através das janelas

iG Minas Gerais | Cristina Massari |

Cristina Massari
Com atenção e cuidado, guia observa a mamãe e o bebê urso
Eles não demoraram a aparecer. Avistamos o primeiro de longe, no dia da chegada, no passeio após o almoço. Mas a imagem inesquecível daquele dia se formou diante de nossos olhos quando estávamos de volta à pousada. O urso branco impôs sua presença desfilando pela mesma pista de pouso onde aterrissam os aviões que levam os visitantes àquela parte remota da Baía de Hudson Ocidental, na província de Manitoba, ponto geográfico central do Canadá – região que abriga ursos polares, principalmente mães e filhotes. Com o degelo das águas do Ártico, os meses de agosto e setembro são o auge da atividade de observação desses animais no Nanuk Polar Bear Lodge. Para o brasileiro desacostumado ao rigoroso inverno da região, dá para suportar sem traumas as horas que se passa ao ar livre com temperaturas próximas de zero, mas ainda positivas. Em outros pontos da baía, há roteiros também nos meses de outubro e novembro. Mas, com uma temporada curta, as viagens devem ser planejadas com um ano de antecedência. Os rios navegáveis explorados pelos nativos fizeram da Baía de Hudson e de Winnipeg o principal ponto de distribuição comercial da América do Norte para a Europa até a construção do Canal do Panamá. Atualmente, poupa-se a pele de ursos, alces e renas. Mas os animais são o centro das atenções para os visitantes. Churchill, que no século XVIII abrigou um dos entrepostos da Hudson’s Bay Company, hoje é base para as excursões de observação da vida selvagem. Os tundra buggys, que levam os turistas até os ursos, contribuíram para divulgar a atividade.

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