Estrutura é referência no país

Oferta de qualidade gera aumento na demanda, afirma especialista da UFMG

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Centro-Sul. Umei Timbiras é uma das mais procuradas da capital – há 726 crianças na fila de espera
Em meio à batalha para garantir vagas nas 73 Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) da capital, Defensoria Pública, conselhos tutelares e prefeitura concordam em um ponto: as escolas infantis oferecem estrutura e ensino de qualidade. O bom desempenho do atendimento é apontado como um dos principais motivos para a grande demanda. Gerente de coordenação da educação infantil da Secretaria Municipal de Educação da capital, Mayrce Freitas explica que as Umeis seguem projetos arquitetônico e pedagógico desenvolvidos especialmente para as crianças pequenas. “É uma referência para o Brasil e inclusive para o Ministério da Educação (MEC), porque reconhece a criança pequena como uma portadora de direitos, como uma pessoa competente”, diz. Em todas as unidades, é possível encontrar ambientes espaçosos e coloridos, brinquedos e diversos materiais pedagógicos usados para estimular as crianças nas linguagens oral, visual, corporal e digital. Nas escolas infantis, há turmas integrais e parciais, passando pelo berçário até salas de aula com crianças de 6 anos. “Os ambientes são alfabetizadores. Temos ações metodologicamente construídas para que a criança adquira conhecimento”, afirma Mayrce. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Infância e a Educação Infantil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Lívia Fraga aprova o projeto e destaca que a procura aumenta a partir dos bons resultados. “À medida que você organiza uma oferta pública que passa a ser referência, aumenta a demanda também. Além do espaço físico, eles têm tudo para o bom atendimento. Pelo que conheço, eles (as Umeis) têm projetos pedagógicos muito bons. Mas é preciso ampliar (as vagas)”, pondera Lívia, que é professora da Faculdade de Educação. Aprovação. O agente penitenciário, Moisés Cardoso, 32, tem uma filha de 5 anos estudando na Umei Timbiras, na região Centro-Sul, uma das mais procuradas da capital. A menina está na unidade desde os 4 meses. “Gosto muito do ensino daqui. Dá para perceber que ela aprende muito. Sabe mais coisas a cada dia”, atesta. Somente na unidade Timbiras – atualmente com 365 alunos matriculados –, 726 crianças disputam vagas para o próximo ano letivo, segundo a direção. Greve por equiparação salarial Greves. Em 2012, os professores de educação infantil da capital ficaram 43 dias em greve. A categoria reivindicava equiparação salarial com os demais docentes da rede municipal. Ao fim da paralisação, a mudança na remuneração não aconteceu. Explicação . A Prefeitura de Belo Horizonte afirma que os profissionais foram elevados ao nível de professores e têm direito ao mesmo tipo de aposentadoria, mas alega que o reajuste salarial não pode ser feito por questões orçamentárias. Estrutura. Além das 73 Umeis, a rede municipal conta com 190 creches privadas conveniadas à prefeitura, 26 escolas com turmas de educação infantil e 13 Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis). Metodologia Turmas. Um dos fatores que colaboram para a falta de vaga em Umeis é o tamanho das turmas, que têm seis alunos, no caso das crianças menores. A limitação, porém, facilita o aprendizado.

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