Russos saem às ruas de Moscou para protestar contra Putin

Gritando "Putin é um ladrão!" e "Liberdade para prisioneiros políticos!", manifestantes marcharam com bandeiras e retratos de pessoas que são vistas como vítimas de perseguição política

iG Minas Gerais | Da redação |

Associated Press
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Milhares de russos participaram de uma passeata na região central de Moscou neste domingo (27) contra o governo do presidente Vladimir Putin e a repressão judicial contra seus oponentes.  Gritando "Putin é um ladrão!" e "Liberdade para prisioneiros políticos!", os manifestantes marcharam com bandeiras e retratos de pessoas que são vistas como vítimas de sua perseguição política, como o ex-magnata Mikhail Khodorkovsky - preso há dez anos -, membros da banda punk Pussy Riot e os ativistas do Greenpeace, dentre os quais está uma brasileira.  A polícia estimou os participantes em 4.500, mas um correspondente da agência France Presse disse que pelo menos 6 mil pessoas estiveram no local, enquanto participantes afirmaram que havia 10 mil pessoas.  O líder opositor Alexei Navalny, que foi condenado num controverso caso de fraude, mas foi libertado em condicional no início deste mês, disse que o principal motivo da manifestação é exigir a liberdade dos que foram detidos em maio do ano passado, após se manifestarem contra a posse de Putin.  "As autoridades estão trabalhando num projeto de anistia", disse ele aos jornalistas, enquanto caminhava ao lado de sua mulher, Yulia. "Nosso objetivo é pressionar que os prisioneiros políticos sejam incluídos neste projeto." "A luta da oposição é sem fim e bastante cansativa", declarou Navalny, acrescentando que as pessoas que pensavam que o homem forte da Rússia poderia ser rapidamente "destronado" foram "muito ingênuas".  Uma pessoa já foi condenada à prisão e outra enviada a uma instituição psiquiátrica no chamado caso Bolotnaya, no qual várias pessoas foram detidas após protestarem contra a posse de Putin em 6 de maio de 2012. Os participantes também exigiram a libertação de 28 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas que foram detidos após tentarem escalar uma plataforma de petróleo no Mar de Barents para protestar contra a exploração de petróleo no Ártico. Agência Estado

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