Diretora enfrenta dificuldades para produzir filme

iG Minas Gerais |

Riad. Um dos desafios de fazer o filme foi o fato de que a Arábia Saudita não possui infraestrutura ou uma indústria cinematográfica de verdade. Contudo, existe a televisão e a maior parte dos atores tinha experiência na TV.   Ao desenvolver o roteiro, “tentei respeitar a cultura e não ser ofensiva”, para que ele fosse aprovado pelo governo, afirmou al-Mansour. Homens e mulheres não são vistos lado a lado, a não ser em cenas em casa ou no hospital – ou na constante dança cômica entre as matronas e seus motoristas. “A forma como as pessoas se movem muda completamente quando elas passam de fora para dentro, especialmente no caso das mulheres”, afirmou al- Mansour. “Isso acontece porque do lado de fora as mulheres são invisíveis, mas quando vão para casa, habitam o espaço, cantam e dançam. Esse espaço intermediário é muito interessante”. Códigos sociais rígidos dificultaram a filmagem, que durou seis semanas. Quando Mansour quis filmar a céu aberto, ela precisou ficar dentro de uma van, conversando com os atores por meio de um walkie-talkie. Quando a equipe foi proibida de entrar em uma escola para meninas, eles tiveram de reformar uma escola para meninos. Além disso, todos temiam que a polícia religiosa pudesse interromper as filmagens. Encorajar os sauditas a assistirem ao filme é o próximo desafio, uma vez que não há cinemas públicos no país. “Wadjda” foi lançado em DVD e passou na TV na mesma época do lançamento nos Estados Unidos. Mansour afirmou que muitos sauditas vão ao Bahrain, ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos nos fins de semana para poder ir ao cinema. (JB/NYT)

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