A vida pessoal vai ao serviço também

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

O brasileiro leva trabalho para casa e também faz o inverso, segundo especialistas. “Isso é cultural”, diz a diretora de negócios da consultoria global em mobilidade de talentos LHH/DBM, Irene Azevedo.   Ela ressalta que não se desconectar do trabalho pode ser fruto da insegurança, do receio de perder o posto. “Elas querem se mostrar sempre presentes. Além do mais, algumas pessoas têm dificuldade de se olhar de forma integral, de lidar com outras áreas da vida e se jogam no trabalho para estar ocupadas”, analisa. A coordenadora de relacionamento com o cliente da Dasein Executive Search, em Belo Horizonte, Georgia Godoi, ressalta que as pessoas passam mais tempo no trabalho do que em casa, o que faz com que os profissionais se aproximem. “Só que não é só isso. Esse comportamento é cultural, o brasileiro é mais extrovertido. Nos Estados Unidos, por exemplo, colega de trabalho, em regra, é colega de trabalho. E eles trabalham só durante o expediente”. Ela ressalta que, diferente do que muitas pessoas pensam, profissionais que não se desligam do trabalho podem passar a imagem centralizadora, que não consegue delegar. “O ideal é o equilíbrio”. (JG)

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