A grandeza portuguesa

Pastéis de belém são uma parada obrigatória; noite revela espaços moderninhos

iG Minas Gerais | Paulo Campos |

Associação Turismo de Lisboa/Divulgação
Pastéis de belém: para ser degustado sem pressa
Belém nunca estará completa se o visitante não degustar os pastéis. A fila de turistas em frente a uma confeitaria da avenida Belém denuncia o prestígio da doceria fundada por um cozinheiro do Mosteiro do Jerônimos por volta de 1837. Desde então, a receita secreta é repassada de geração em geração. Pequena por fora e grande por dentro, a confeitaria é decorada com azulejos azuis e brancos do século XVII que retratam o bairro de Belém de 1609 a 1669. É um labirinto de salões com ventiladores de teto, mesinhas e luminárias, onde se acotovelam turistas para degustar a receita que leva ovos, açúcar, manteiga, farinha e “algo” secreto. “O segredo não é a massa, mas a forma de cortar, de bater, de levar ao forno. São todas as etapas do processo”, se diverte a supervisora da confeitaria Maria Dulce, com a curiosidade dos turistas. A receita é até protegida por um contrato entre o empregador e os empregados. Esse símbolo da gastronomia portuguesa custa baratinho, 1,05 euro a unidade, e deve ser degustado com um pouco de açúcar por cima para aguçar ainda mais o paladar. Diariamente, são vendidos cerca de 20 mil pastéis, mas o recorde até hoje é de 55 mil. Depois dos pastéis, o sucesso são os bolinhos de bacalhau. A doceria mais famosa de Portugal também oferece pastéis da nata, doces em compota e bolos. Tudo feito de forma caseira. “Temos uma confeitaria própria”, conta Maria Dulce. Curiosamente, do lado dos pastéis de belém, tem um Starbucks. E eu pergunto: pra que comer sanduíches se você tem a melhor iguaria de Lisboa ao lado? Fim de noite Depois de um dia de bater perna, escolha terminar a noite em dois ambientes de pura sedução. No restaurante Lisboa à Noite, deguste filete de peixe-galo com arroz de ligueirão. Embora seja um dos primeiros restaurantes italianos da cidade, o ambiente à contraluz, a partir de holofotes nas paredes e azulejos portugueses, oferece muito mais aos visitantes a um preço honesto. Depois, dirija até o terraço mais exclusivo de Lisboa. Com vista panorâmica de 270º, no sexto andar de um edifício no Chiado, o Silk possui entrada seletiva e restrita. A decoração mistura-se com as vistas sobre Lisboa à noite. Dali, o rio Tejo nunca pareceu tão imperial. No Silk, a decoração é moderna, mas com toque quente. A música é house music, na maioria das vezes, e o público, descolado, moderninho. Dicas de passeios Casa de Fernando Pessoa.  Rua Coelho da Rocha, em Campo de Ourique. Com acervo de textos e objetos pessoais, além do ambiente original. Há leituras, performances e oficinas diárias. Museu da Marioneta. Convento das Bernardas (rua Esperança, 146). Dedicado à interpretação e história da marionete. O festival ocorre em maio. Museu do Azulejo. Está meio fora de mão, no Mosteiro Madre de Deus. Curioso acervo de azulejos, com a sua história e até oficina que ensina a técnica de produção. Destaque para imenso painel com vista panorâmica de Lisboa antes do tremor. Convento e igreja do Carmo.Largo do Carmo. É o único vestígio do grande tremor de 1755. Hoje, é um Museu Arqueológico.

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