“Fumando” um porto

iG Minas Gerais |

Renato Quintino/divulgação
Bife Lisboeta do restaurante Cantinho do Avilez
Lisboa tem deliciosos programas obrigatórios, como a visita a Belém para provar os famosos pastéis de nata, ao museu dos azulejos (o restaurante é um charme e a comida é muito boa), ao castelo de São Jorge (a vista é um show!) e, claro, dar um pulo em Sintra para provar os deliciosos “travesseiros” e as queijadas. A pouco mais de nove horas em voo direto de Confins (em termos de tempo a mesma distância de Belo Horizonte à algumas praias do nosso litoral), Lisboa não deve ser encarada apenas como uma parada para conexões de voos na Europa. Além do lisboeta ser simpático, acolhedor e educado, não há a barreira da língua, a cidade é bonita, os vinhos portugueses são excelentes e a comida faz qualquer gourmet querer voltar. O chef José Avilez é a nova referência da alta gastronomia lisboeta. Em frente ao teatro São Carlos (concertos e óperas ocorrem ocasionalmente, experiência altamente recomendável), o chef tem o estrelado restaurante Bel Canto, e a pouco mais de uma quadra dali está o Cantinho do Avilez: simpático, moderno, informal, com comida excelente e bom preço, em ambiente descolado e descontraído. O lugar badalado da cidade<CW-19> (leia-se, bares, restaurantes e comércio de ponta) está na junção do bairro Alto com o Chiado, onde a vida noturna ferve, inclusive, em centros culturais, como o Zé dos Bois (o nome é engraçado para os brasileiros, mas a programação é excelente e está disponível na internet). Vinhos Em um país que está entre os melhores do mundo na produção de vinhos, Lisboa tem vários wine bars, como o Old Pharmacy, que, além da ótima seleção de vinhos em taça servidos em mesas de barris de carvalho, oferece também clássicos da cozinha portuguesa como arroz de pato, polvo à lagareira e o tradicionalíssimo bife à lisboeta (filé com presunto cru, molho de vinho e batatas). O do restaurante Cantinho do Avilez é excelente. Para um café da manhã ou para comer alguma coisa rápida no fim da tarde, a padaria A Portuguesa é uma franquia com uma ótima qualidade de clássicos do país, incluindo algumas versões da famosa doçaria conventual. Como quando se pensa em Lisboa, a associação gastronômica imediata é com o bacalhau. Não faltam memoráveis opções na cidade para a sua degustação, com destaque para o restaurante As Salgadeiras (as donas não são salgadeiras, trata-se do nome da rua). Além de várias opções de bacalhau, a carta de vinhos é ótima e, no final, pode-se “fumar” um vinho do Porto, que é servido para ser degustado numa taça em forma de cachimbo (acreditem, a mesa ao lado vai olhar espantada). O tradicionalíssimo bairro Alfama, antes caído e decadente, agora está se revitalizando com novos bares e pequenos restaurantes, com uma vida noturna jovem e descolada. O melhor de tudo é que dependendo da receita, o bacalhau pode ser acompanhado tanto com vinho verde (desfiado com ervas), branco (como o às natas) ou tinto (o lagareiro como exemplo). Portugal é também o país da iguaria que é o vinho do Porto, excelente acompanhamento para seu famoso pão de ló ou para sua doçaria conventual de sabores celestiais.

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