Todos contra o abuso na Copa

Governo federal diz que vai ouvir empresas e Fifa para garantir preços normais

iG Minas Gerais |

Antonio Cruz/Agência Brasil
Promessas. Ministros Gastão Vieira (Turismo), Gleissi Hoffmann (Casa Civil) e Moreira Franco (Aviação Civil) participaram da reunião
Brasília. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse ontem que o governo federal vai utilizar “tudo que tem ao seu alcance” para evitar abuso de preços na rede de hotelaria e nas passagens áreas durante a Copa do Mundo de 2014. Ela foi uma das participantes da primeira reunião do Comitê de Acompanhamento de Preços, Tarifas e Qualidade de Serviços para a Copa do Mundo, criado justamente com essa finalidade. “Nós queremos entrar num acordo com essas empresas, ou seja, que elas possam oferecer um preço bom e justo. Se nós tivermos abuso de preço, o Estado brasileiro vai tomar as providências, sim. Vai utilizar de tudo que tem ao seu alcance para que a gente possa ter um equilíbrio nos preços”, afirmou a ministra. Criado por determinação da presidente Dilma Rousseff, o comitê é composto, além da Casa Civil, pelos ministérios do Esporte, Justiça e Turismo, além da Secretaria de Aviação Civil (SAC), com a participação dos ministérios da Fazenda e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na reunião de ontem, explicou a ministra, o Ministério do Esporte fez exposição sobre sorteio de ingressos, a tabela de jogos e a atuação da Fifa na preparação do Mundial, enquanto o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) realizou uma avaliação sobre a questão das companhias áreas e a rede hoteleira. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, por sua vez, apresentou levantamento dos preços nas cidades-sede. “Foi uma reunião em que nós buscamos unificar todas as informações dos diversos setores e, a partir de agora, agir”, disse Gleisi. Segundo ela, com a realização do sorteio para ver quem, entre os milhões de pedidos, ficará com os ingressos da Copa, o governo vai ter uma ideia mais clara do fluxo de pessoas e da demanda por passagens aéreas e da rede hoteleira. “Já temos alguns levantamentos prévios. No início de novembro vamos saber a demanda por passagens aéreas, hotéis e aí teremos condições de ter um mapa para saber como os preços vão se comportar”, afirmou a ministra. Ela reiterou que o governo vai tomar “as medidas que forem necessárias” para garantir uma “boa” Copa do Mundo. Malha. A ministra também afirmou, sem entrar em detalhes, que o governo estuda ampliar a malha aérea durante a Copa do Mundo.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave