Sem Aécio, PSDB traça “linha de ação” com trabalhadores

Braço sindical tucano se reuniu ontem em Betim, e presidente da sigla optou por agenda paulista

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Moisés Silva
Clima. Encontro Nacional do PSDB Sindical, em Betim, reuniu 500 filiados ligados a três centrais
O PSDB deixou claro, ontem, que agora irá intensificar a aproximação com as centrais sindicais. Essa é uma das estratégias para que o senador e presidenciável Aécio Neves flerte com a parcela do eleitorado historicamente ligada ao PT, da presidente Dilma Rousseff. Apesar de os líderes tucanos ressaltarem a importância deste tipo de evento para as eleições de 2014, Aécio faltou ao 2º Encontro Nacional do PSDB Sindical, em Betim, região metropolitana da capital. Ele preferiu uma agenda no interior paulista. Líderes do partido convocaram os correligionários a desmitificarem a teoria de que a sigla é elitista. Criado há dois anos, o PSDB Sindical estava esquecido, mas agora, a um ano da disputa presidencial, quer ser turbinado. Ontem, o partido reuniu cerca de 500 filiados de 23 unidades estaduais do seu braço sindical e representantes de três centrais: União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, e Nova Central. Nas falas, os líderes se apropriaram de jargões petistas, abusando dos “companheiros e companheiras”. O presidente nacional do PSDB Sindical, deputado estadual de São Paulo Ramalho da Construção, reconheceu que a ala sindical é tímida e que o próprio Aécio Neves precisa aperfeiçoar o corpo a corpo. “Falta ao Aécio esse trabalho maior de corpo a corpo. Vamos acabar com esse mito que o PT criou de que o PSDB é elite”. Num recado aos petistas, o pré-candidato ao governo de Minas Pimenta da Veiga disse que “o sindicalismo não é monopólio de nenhum partido”. “Não há partido social democrata sem um sindicalismo forte ligado a ele. Desde a fundação do PSDB perseguimos isso”. Ele ainda convocou os tucanos de outros Estados para 2014. “Vamos eleger Aécio Neves com a maior vitória que Minas já viu. Não bastam os votos em Minas”. O presidente estadual do partido, deputado federal Marcus Pestana, também partiu para o ataque ao mencionar a aproximação com o trabalhador. “Não para manipular e aparelhar os sindicatos para que seja uma rede de transmissão como eles (PT) fazem”, criticou. Viagens. A intenção da legenda é que o presidente do PSDB Sindical em Minas Gerais, Rogério Fernandes, acompanhe Aécio em todas as suas viagens pelo Brasil numa espécie de preparação do terreno. “Ele vai dois dias antes e faz os contatos com os movimentos daquela cidade”, explicou Ramalho. Segundo o deputado, a proposta é que encontros como o de ontem com membros de diversos estados passem a ocorrer uma vez por semana, a partir de janeiro.

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