Uma comida apenas razoável na avenida Fleming

iG Minas Gerais |

Hélvio
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O Barolio é uma das muitas opções na avenida Fleming. O endereço, no bairro Ouro Preto, fora do contexto Lourdes/Savassi, é uma pista de que Belo Horizonte tende, aos poucos, a deixar de ser província. Um dos quesitos fundamentais para isso é justamente a diversificação das regiões comerciais e a existência de alternativas de lazer em todos os pontos da metrópole. Outra condição sine qua non é a reocupação da área central do ponto de vista gastronômico. Queira Deus sirva de inspiração ao poder público e aos empresários do ramo a volta do Cine Brasil! O circuito gastronômico da Pampulha me estimulou a novas incursões por ali. Bacana constatar seu dinamismo. Fiquei curioso para conhecer o Seu Jorge, o Siri, a Burgueria e vários outros estabelecimentos vizinhos, todos simpáticos, com clientela numerosa e ambiente confortável, mas despojado. No Barolio, provamos a entrada de lula e camarão, apenas gostosinha, pecando por falta de tempero e fritura incapaz de tornar crocantes os frutos do mar. O preço me pareceu salgado, considerado o tamanho da porção. Os pratos principais foram o rigatone ao molho de tomate, linguiça e shitake e o filé a saltimbocca, com legumes e talharim ao molho de vinho. Nada exuberante, a começar do azeite, apenas razoável, o que julgo um equívoco grave em casas de massa, especialmente as que se apresentam também como pizzaria. O queijo, um tanto inexpressivo, nem comprometeu o sabor do prato, nem o valorizou. O rigatone veio quase al dente. Para o padrão brasileiro, pouco molho, certamente. Achei dois pedacinhos de shitake e catei a meia dúzia dos de linguiça. Já o filé, estava mais baixo e bem passado que o recomendável, com entorno de legumes corretos, talharim meio frio – seria essa a proposta? Se sim, ainda mais lamentável... para uma conta de duzentos reais, com direito a um espumante sofrível, não achei boa a relação custo-benefício. Atendimento simpático, cordial, certa demora nos trabalhos da cozinha, principalmente levando-se em conta que não estava lotado; instalações um pouquinho abafadas, na tarde inesperadamente quente de domingo. Enfim, o Barolio é regular e torço para que os vizinhos sejam melhores. Termino provocando mais uma vez as autoridades federais, estaduais e municipais, no que concerne ao Anel Rodoviário. Infelizmente, o medo que se tem na descida junto ao bairro Betânia, ou nas proximidades do shopping Del Rey, passa longe da paranoia e é assunto da competência dos três entes federados, que não deviam fazer jogo de empurra-empurra, com sacrifício do interesse público. Quando veremos nos jornais a próxima carnificina? Se foi possível, no início da Nossa Senhora do Carmo, trevo do Belvedere, montar fiscalização permanente, para evitar entrada de caminhões pesados rumo à Savassi, por que não se pode fazer o mesmo nas descidas perigosas do Anel? A polícia rodoviária esteve lá por uns tempos... agora, está mais sumida do que nunca. Outro absurdo, confirmado quando ocorre qualquer acidente, é a incapacidade do poder público de prover serviços de reboque e orientar com rapidez o tráfego, ante o fechamento de alguma pista. Perto disso, manifestações populares, por violentas que sejam, parecem brincadeira de criança. Serviço: Barolio - avenida Fleming, 240, Ouro Preto (Pampulha). (31) 3646-2577.

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