Merenda escolar é modificada e estudantes são prejudicados

Desde o o segundo semestre deste ano, os alunos estão recebendo merendas pouco nutritivas; pais e funcionários reivindicam que as crianças precisam se alimentar bem

iG Minas Gerais |

As escolas públicas de Contagem seguem enfrentando momentos conturbados. A merenda escolar é a questão da vez. Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, cerca de R$ 3.490.050.00 já foram destinados à Prefeitura de Contagem para aplicação no programa de alimentação escolar. Porém, as crianças estão com um cardápio que traz preocupação aos pais e funcionários. Conforme cartaz afixado no pátio da Escola Municipal Ivan Diniz, no bairro Retiro, os alunos estão recebendo, desde agosto, alimentos pouco nutritivos. Para Aline Peres de Jesus, mãe de aluna, essa alteração no cardápio não foi boa. “Tenho uma filha de 7 anos na escola, e achei muito ruim essa troca. Arroz, feijão e carne são muito importantes. Minha filha tem reclamado de dores na barriga e antes isso não acontecia”, conta. No entanto, de acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Contagem, “o município recebe o total anual de R$ 4,4 milhões do Ministério da Educação, via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), equivalente a R$ 1,09 por estudante, e ainda complementa este valor com recursos do tesouro para a aquisição de uma merenda balanceada e diversificada para seus estudantes”. Em relação ao cardápio, a prefeitura informou ainda que a Secretaria de Estado da Educação – SEDUC realizaria testes nos meses de setembro e outubro deste ano, com o objetivo de verificar a ampliação da adesão dos estudantes à merenda escolar. “O cardápio ‘teste’ foi montado fazendo-se a equivalência do ponto de vista nutricional dos alimentos anteriormente ministrados. Do ponto de vista nutricional não houve perda e sim mudanças nas refeições”. O servidor Juninho da Funec lamenta a situação e pede melhorias. “Apesar do carinho e cuidado com que é feito a merenda dos alunos pelas profissionais da cozinha, penso que é um desrespeito com as crianças e adolescentes servir mingau de fubá, com tanto repasse que a prefeitura recebe para merenda escolar”. Ele questionou também o valor nutricional dos alimentos. “O que há de nutritivo nesta merenda? E as crianças que contavam com ela como refeição principal do dia? O governo deve avaliar a merenda de cada escola e a realidade de cada região”, concluiu com indignação Juninho da Funec.

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