Feitos para celebrar a vida

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Tradição. Bolo de casamento, assim como o vestido de noiva, normalmente é branco para representar a pureza da união
Se o bolo feito em casa sem confeito já é bom, o decorado, feito especialmente para ocasiões importantes, é melhor ainda, porque vem acompanhado pelas celebrações – e não adianta nem pensar em festa de casamento e aniversário sem, porque é ele quem confere a aura de comemoração. “Nessas datas, o bolo é o símbolo maior da importância da ocasião. Culturalmente, nós encaramos o bolo como esse ícone, que já de cara demonstra que se trata de uma festa especial”, diz Patrícia Soutto Mayor, que há 25 anos está à frente do buffet que leva o nome da mãe dela, Célia. O chef experimental André Boccato concorda com Patrícia. “O bolo é a própria comemoração. Come-se, vive-se a experiência de celebrar a vida através dele”, diz André. Com as gastrônomas Morena Leite e Otávia Sommavilla, ele organizou o livro “Doce Brasil Bem Bolado”, que propõe bolos com decorações diferentes, brasileiras. “Muito mais legal usar a Carmen Miranda do que o Mickey Mouse de tema”, diz ele. A tradição do bolo de casamento começou na Idade Média, quando o alimento era um símbolo de fertilidade e era esfarelado sobre a cabeça dos noivos, como hoje acontece na “chuva de arroz”. “O comum é que ele seja branco, um símbolo de pureza, como o vestido da noiva”, afirma Patrícia. Escolhido em função da decoração da festa, é comum também o caminho contrário: parte-se do bolo para decidir o restante do ambiente. “Hoje, cada vez mais, as pessoas procuram bolos únicos, especiais, mas com sabor que agrade muita gente. O processo de decisão é bastante simples, porque a maioria já sabe exatamente o que quer”, diz ela. (LC)  

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