Bolo pelado

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Na contramão de bolos excessivamente confeitados, lisinhos de pasta americana e tecnológicos como os mostrados em reality shows como “Ace of Cakes” e “Cake Boss”, a tendência dos naked cakes (bolo pelados, em tradução livre do inglês) é mostrar o bolo na sua forma natural. Apaixonada pela variedade, a chef e artista plástica Agnes Farkasvolgyi reproduz o modelo há dois anos no seu buffet, o Bouquet Garni. “Na primeira vez que eu vi, achei absolutamente lindo, porque é um bolo descomplicado, pelado. É bacana porque você pode vestir o bolo com o que acha mais bonito. Quando faço um, tenho a sensação de estar desenhando sobre ele”, diz ela, que acrescenta que esta é uma tendência em festas de pessoas não tão formais. “Não é nada pomposo, tem uma cara mais personalizada”, diz ela. Para o recheio, que também compõe a identidade visual do bolo, ela usa frutas vermelhas, como blueberry, amoras, framboesas, além de uvas, kiwi, manga e ervas como hortelã, tomilho e manjericão. “Flores comestíveis também são ótimas, porque são delicadas e conferem um ar mais campestre ao bolo, fica lindo”, diz Agnes, que também já preparou um naked cake só com chocolate, em vários formatos, pois tratava-se de uma festa de aniversário de um homem, que dispensou as florzinhas. “Vejo esse bolo como o ideal para um público que quer contar uma história. Para mim, o naked cake, na sua imperfeição, se comparado aos bolos lisinhos e de vários andares de isopor, passa por uma coisa de casa, dos afetos, da família. Tem personalidade”, afirma ela. (LC)  

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