Max Cavalera por ele mesmo

Em autobiografia, músico fala das origens do Sepultura em BH e de seu desligamento

iG Minas Gerais |

Peter Klaunzer
undefined
Acaba de ser lançada no Brasil pela editora Agir, com tradução do jornalista Roberto Mugiatti, a autobiografia de Max Cavalera, intitulada “My Bloody Roots – Toda a Verdade Sobre a Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro”. No livro, o ex-Sepultura revela os primórdios, em Belo Horizonte, do que viria a ser uma das maiores bandas de heavy metal do mundo, após se transformar em um garoto revoltado por causa da morte de seu pai, quando tinha 10 anos. “Se ele não tivesse morrido, talvez nunca tivéssemos nos tornado músicos”, diz ele. Max também conta histórias hilárias sobre o inicio da banda no bairro de Santa Tereza, na capital mineira, desde o primeiro show como um trio até a expulsão do vocalista Wagner Lamounier (que mais tarde formaria o Sarcófago e se tornaria o inimigo número 1 do grupo). E há no livro, naturalmente, o episódio do desligamento de Max do Sepultura, o que parece ter deixado algumas feridas que ainda não foram cicatrizadas. O vocalista dá a entender que a mágoa criada pela separação ainda é latente. Ele não deixa claro o que realmente aconteceu, mas afirma que as desavenças entre os integrantes e a mulher dele, Glória Cavalera, até então empresária da banda, começaram após a morte de seu enteado Dana, vítima de um acidente de carro em 1996, aos 21 anos. Max considera que, depois da tragédia com Dana, a “banda deveria ter dado um tempo para que as coisas esfriassem”, o que não aconteceu porque os outros músicos queriam continuar realizando shows “sem respeitar o luto do vocalista”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave