UFMG nega que professor suspeito de homofobia tenha sido afastado

Faculdade informa que jamais houve qualquer processo de sindicância ou disciplinar aberto contra o professor

iG Minas Gerais | MÁBILA SOARES |

A direção da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) nega que o professor suspeito de homofobia tenha sido afastado das atividades. Em nota divulgada nesta sexta-feira (25), a Fafich informa que "jamais houve qualquer processo de sindicância ou disciplinar aberto no âmbito da unidade ou da universidade movido em função de qualquer razão relacionada ao professor Francisco Coelho dos Santos". Ainda em nota, a unidade afirma que "após consultar as últimas coordenações do colegiado do curso de Ciências Sociais e vários dos membros do corpo docente do atual Departamento de Sociologia (e do antigo Departamento de Sociologia e Antropologia)", provou se que é mentira a informação de que, em algum momento, "houve um acordo informal junto ao Colegiado do Curso de Ciências Sociais para que o professor fosse afastado". Relembre o caso O caso ganhou repercussão depois que comentários supostamente machistas e homofóbicos feitos em sala de aula e na internet por dois professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revoltaram dezenas de alunos da instituição, que iniciaram uma campanha para afastar os docentes da universidade. Segundo o Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMG, os educadores teriam constrangido e humilhado vários alunos com comentários como: “desafio alguém a mostrar aqui depoimento de algum pai aceitando seu filho gay”. Ainda de acordo com os estudantes, uma aluna de 20 anos se sentiu ofendida com um comentário de Coelho. “Ele usa os alunos para exemplificar a matéria. E nesse dia disse que a nossa colega era atraente e que se não houvesse uma relação de professor e aluno, ele gostaria de ficar na horizontal com ela”, contou a secretária do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (Cacs), Fernanda Maia Caldeira. Outros alunos relatam que a postura do professor, que leciona na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), é recorrente. “Ele sempre agiu assim. Ouvi uma vez ele dizer para uma aluna ficar calada porque ela não passava de uma costela. Eu nem consegui terminar a matéria dele, não ia à aula desse jeito”, disse o estudante de ciências sociais Tiago Lopes, de 21 anos. Em entrevista concedida a O TEMPO, Francisco explicou que discorre a teoria ancorado no presente, na vida e na rotina das pessoas. “Estou sofrendo um assédio moral fantástico por causa de um mal-entendido profundo. Fui linchado publicamente”, disse. O professor entende que vivemos um momento no qual as pessoas reivindicam singularidade de gênero ou sexual. “São reivindicações justas e de direito. A diferença está em fazer disso uma campanha e por meio dela denegrir outras pessoas. Há gente que usa bandeiras para denegrir os outros”, afirma.      

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