Servidor e enfermeira que fraudaram vestibular da UFU são condenados

Caso aconteceu no primeiro semestre de 2012; na época, vestibular teve que ser cancelado e mais de 17 mil alunos tiveram que refazer a prova

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

O servidor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Nilton Batista dos Santos, e a sobrinha dele, Deborah Cristina Silva Maia, foram condenados pela Justiça por tentar fraudar o vestibular da universidade, no primeiro semestre de 2012. Santos foi condenado a 3 anos e 4 meses de prisão, mas teve a pena substituída por prestação de serviços comunitários, além de perder temporariamente o direito de exercer qualquer função em processos seletivos para ingresso no ensino superior. Já sobrinha dele recebeu a pena de 4 anos e 3 meses de prisão, em regime semi-aberto, e perdeu o cargo de enfermeira da rede pública de saúde. Entenda o caso O incidente aconteceu no primeiro semestre de 2012, quando Santos repassou questões da prova para a sobrinha, que concorria a uma vaga no curso de medicina. A fraude foi descoberta depois que os professores de Deborah desconfiaram da questões levadas por ela para serem resolvidas em sala e avisaram às autoridades. Na época, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, foram encontradas anotações sobre várias questões das provas do vestibular, com enunciados, resoluções de exercícios e gráficos, inclusive de provas que ainda seriam realizadas. Após comprovada a fraude, a UFU cancelou a prova e cerca de 17 mil estudantes tiveram que refazer o exame. Segundo a universidade, o prejuízo causado pelo cancelamento do vestibular chegou a R$ 900 mil. Ministério Público Federal vai recorrer Na condenação, o juiz não decretou que Santos deveria perder o cargo público por considerar que o crime foi praticado no exercício de atividades que não faziam parte do seu cargo. O funcionário conseguiu as questões no setor de impressão da universidade, mas trabalhava como secretário na Coordenação do curso de Química. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) informou que vai recorrer da sentença, já que, mesmo em atividade eventual, o servidor prestava serviços para a administração pública. Segundo a UFU, Nilton Batista dos Santos foi punido com demissão e desligado de suas funções no dia 3 de agosto do ano passado.

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