Polícia tem dificuldades para localizar suspeitos

Traficantes que seriam responsáveis pelo homicídio sumiram de Vespasiano desde o dia do crime

iG Minas Gerais | jhonny cazetta |

JOAO GODINHO / O TEMPO
Crime ocorreu na última terça-feira, na porta da casa da vítima
Apesar de já ter identificado possíveis suspeitos de ter assassinado o advogado Jayme Eulálio de Oliveira, 37, a Polícia Civil está com dificuldades de localizá-los. Uma equipe de investigadores voltou ontem até ao bairro Morro Alto, em Vespasiano, na região metropolitana, à procura dos suspeitos. Em uma das linhas de investigação, dois traficantes – identificados pelos apelidos de Mau Mau e Cafu – podem estar ligados ao crime e também ao roubo de armas e fuzis da 180ª Companhia do 36º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Vespasiano. Segundo uma fonte da Polícia Civil que pediu anonimato, desde a morte do advogado, os dois traficantes “sumiram da região”. Oito testemunhas já foram ouvidas pelo delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bossi. No entanto, detalhes do depoimento não foram divulgado pelo policial, que também investiga o envolvimento de policiais militares e civis na morte do advogado, como o jornal O TEMPO adiantou na edição de ontem. Apoio. A Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da seção mineira da Ordem dos Advogados (OAB/MG) informou que acompanha de perto as investigações. “Estamos dando apoio a tudo o que os responsáveis pelo inquérito pedem. Não participamos efetivamente das apurações, mas estamos confiantes na solução do caso”, afirmou a presidente da comissão, Cíntia Ribeiro, que acrescentou que o advogado não possuía reclamações de clientes na OAB/MG. O advogado foi morto na noite da última terça-feira ao chegar em casa, no bairro Castelo, na Pampulha. Ele foi atingido por cerca de 30 tiros de fuzil 556 e de pistola .40, os mesmos modelos levados da companhia da PM de Vespasiano. O grosso calibre das armas, pouco usadas em crimes passionais ou roubos, reforça as suspeitas de que o crime esteja ligado a facções criminosas e ao tráfico.

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