Polícia já trabalha na identificação de motoqueiro tarado do Dona Clara

Crimes acontecem há cerca de 40 dias; homem aborda meninas e passa a mão nelas

iG Minas Gerais | José Vítor Camilo |

Reprodução
Homem foi reconhecido por uma das vítimas
Mais vítimas serão ouvidas nesta sexta-feira (25) na tentativa de identificação do motoqueiro que é suspeito de abusar de pelo menos dez meninas, com idades entre 11 e 17 anos, nas proximidades de uma escola particular do bairro Dona Clara, na região da Pampulha. O caso chegou à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente nessa quinta-feira (24), depois que uma das vítimas registrou o Boletim de Ocorrência na Polícia Militar (PM). Os crimes acontecem há cerca de 40 dias, sendo que somente nessa quarta-feira (23) cinco casos teriam sido registrados. A delegada Iara França, responsável pelo caso, conta que, com base no depoimento de duas vítimas que já prestaram depoimento, acredita-se em pelo menos dez vítimas. “Hoje estamos tentando localizar as outras meninas, trabalhamos para localizá-las e colher seus depoimentos, que serão muito importantes para tentarmos identificá-lo”, explicou. Por enquanto não foi possível fazer um retrato falado, uma vez que a única imagem do suspeito foi retirada da câmera de segurança da casa da garota de 17 anos que registrou a ocorrência. “Além disso, nossa equipe está na região para ouvir moradores e tentar levantar outras imagens de câmeras, que possam mostrar mais da aparência desse homem”, disse a delegada Iara. A vítima descreveu o suspeito como jovem, cerca de 25 anos, magro, alto, branco e com os olhos esverdeados. “Quem tiver qualquer suspeita ou informação, pode ligar no Disque-Denúncia, 181”, finalizou. Relembre o caso Os abusos ganharam repercussão após divulgação de moradores do bairro Dona Clara e Jaraguá na rede social Facebook. De acordo com a mãe de uma das garotas, que pediu para não ser identificada, o suspeito age sempre da mesmo forma. “Ele aborda as meninas e começa a passar as mãos nelas. Em estado de choque pela situação, as garotas não conseguem ter nenhuma reação”, contou a mulher. Ainda segundo ela, a filha de 17 anos foi abordada por volta de 7h a um quarteirão da escola. o homem desceu da moto, conversou com a menor, mas o conteúdo da conversa ela não contou para a mãe, e começou a acariciá-la. Após o crime, ele fugiu. Os ataques começaram há 40 dias e acontecem principalmente nas praças Santa Catarina Labouré e na Míriam Brandão. “Ele age no início da manhã e da tarde em locais movimentados. Conseguimos identificar a placa, mas ele tampou uma letra e um número”, explicou a mãe.

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