Pedreiro que matou filho de 16 anos a facadas é preso

Crime aconteceu no dia 04 de maio deste; suspeito foi preso em uma obra na capital, onde ele estava trabalhando deste a data do crime para despistar a polícia

iG Minas Gerais | Lucas Simões |

Um pedreiro que matou o filho de 16 anos com uma facada no peito foi apresentado na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta sexta-feira (25). O crime aconteceu no dia 4 de maio deste ano, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, mas o pedreiro Juelcy Pereira da Silva, 47, conseguiu driblar a polícia até a última quarta-feira (23), quando foi preso em flagrante em uma obra na capital, onde ele estava trabalhando deste a data do crime para despistar a polícia. Segundo o delegado Eduardo Hilbert Martins, da Delegacia de Homicídios de Ribeirão das Neves, o pedreiro havia separado de sua mulher há cerca de dois anos, quando uma medida cautelar determinou que o pedreiro deveria ficar a uma distância mínima de 500 metros da ex-mulher e dos três filhos. Apesar disso, no dia do crime, o pedreiro se exaltou com o filho de 16 anos porque ele teria se recusado a dizer aonde sua ex-mulher estava. “Ele foi até a casa da sogra, no bairro Botafogo, onde a ex-mulher morava, e discutiu com o filho. Depois, pegou uma faca na cozinha da casa e, alegando ter sido agredido com um tapa pelo menor, deu uma facada no peito dele”, disse o delegado. Depois do crime, o suspeito se mudou para o Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul, e começou a trabalhar como pedreiro em uma obra na rua Levindo Lopes, no bairro de Lourdes, também na região Centro-Sul. Durante quase seis meses, segundo a Polícia Civil, o suspeito manteve sua rotina de trabalho e lazer, até ser descoberto após uma denúncia anônima “Ele fazia tudo normalmente, ia de casa para o trabalho, se divertia, sem qualquer preocupação”, disse o delegado. Apesar disso, o pedreiro disse que tentou corrigir o filho, mas se arrepende do crime. “É claro que eu estou arrependido. Quem faz uma coisas dessa com um filho e não se arrepende? Mesmo assim, tentei corrigi-lo, porque ele sempre foi uma criança levada, ficava até tarde na rua e não me respeitava”, disse.

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