Políticos argentinos encerram campanha eleitoral

Analistas calculam que os candidatos kirchneristas em todo o país obterão entre 26% e 30% dos votos, enquanto que os partidos da oposição, embora fragmentados, reuniriam de 70% a 74%

iG Minas Gerais | da redação |

Os partidos políticos argentinos encerraram na noite de quinta-feira as campanhas para as eleições parlamentares de domingo, quando renovarão metade da Câmara de Deputados e um terço do Senado. Os candidatos do Frente pela Vitória, a sublegenda kirchnerista do peronismo, usaram a figura do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e pediram aos argentinos que votem no governo da presidente Cristina Kirchner. A ausência da presidente, que está de licença médica por uma cirurgia no crânio feita no dia 8 de outubro, marcou esta campanha, a primeira que o kirchnerismo teve sem Cristina desde que o casal Kirchner chegou ao poder em 2003. Analistas de opinião pública calculam que os candidatos kirchneristas em todo o país obterão entre 26% e 30% dos votos, enquanto que os partidos da oposição, embora fragmentados, reuniriam de 70% a 74%. "É preciso votar pensando em Cristina!", exclamou Martín Insaurralde, prefeito da cidade de Lomas de Zamora, tradicional reduto peronista-kirchnerista, e cabeça da lista de candidatos a deputados do governo na província de Buenos Aires. "Seria uma década perdida de mudarmos tudo", disse o candidato, que obteve apenas 29% dos votos nas eleições primárias simultâneas e obrigatórias realizadas em agosto. Insaurralde é superado nas pesquisas por Sergio Massa, ex-chefe do gabinete da presidente Cristina que rompeu com o governo e transformou-se no líder do partido Frente Renovador, outra sublegenda peronista. Massa obteve 34% dos votos nas primárias, constituindo-se no novo emblema do anti-kirchnerismo. As pesquisas indicam que a brecha entre os dois deve ser ampliada no domingo, a favor de Massa. Os dois rivais disputam o poder na província de Buenos Aires, principal campo de batalha destas eleições, já que aglutina 38% dos eleitores do país. No comício de encerramento, realizado em Lomas de Zamora, Insaurralde admitiu que "é preciso corrigir as coisas que estão mal feitas", em um inédito mea-culpa por parte de um integrante do kirchnerismo. Enquanto isso, Massa, em comício em seu reduto, o município de Tigre - zona norte da Grande Buenos Aires -, fez uma convocação em tom de consenso nacional. Massa, que desponta como virtual presidenciável para 2015, declarou que pretende reunir políticos de todos os partidos políticos e prometeu reduções de impostos. "Sonhar em um país diferente é possível", disse.  

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