Suposto beagle resgatado é anunciado por R$ 2.700 em site de venda na internet

Na descrição, o anunciante anônimo disse que "o cão é um monumento histórico, por isso vale muito; ele faz parte da história deste país", escreveu

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Reprodução/Facebook
Os ativistas fazem campanha na internet para que os animais sejam adotados
Na noite de quinta-feira (24), um dos cães beagle supostamente resgatado do Instituto Royal (acusado de maltratar os animais) durante protesto na sexta-feira passada (18), em São Roque (SP) foi anunciado num site de vendas na internet por R$ 2.700. O cachorro foi anunciado por um vendedor anônimo no site de comércio eletrônico Mercado Livre, onde outros animais da espécie são oferecidos por mais ou menos R$  850. Ele alega que o cão foi resgatado por ele próprio no dia da manifestação, mas o cachorro parece doente e como não tem dinheiro para tratar do animal, resolveu vendê-lo. Na descrição,  o anunciante disse que "o cão é um monumento histórico e vale muito, faz parte da história deste país". Segundo ele, "o cão não late e gosta de churrasco". A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) foi acionada para falar sobre o assunto, porém ainda não se manifestou sobre o caso. Reflexos No mesmo dia que foram retirados do Instituto, dois, dos 178 beagles, foram abandonados numa rua, em São Roque. Na quarta-feira outro animal da raça foi encontrado abandonado na rodovia Raposo Tavares, no mesmo bairro. A polícia acredita que também seja um dos animais retirados do laboratório. O delegado da seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, que investiga a denúncia contra o laboratório de maus-tratos diz que os ativistas "acabaram prejudicando sua própria causa" ao furtar possíveis provas de manejo inadequado dos cães. "Até o momento o inquérito que investiga maus-tratos contra animais no laboratório terá que se apoiar na perícia feita nos dois únicos animais que foram recuperados após a invasão", afirmou.

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