Vereadores concordam com propostas de projeto para Nova BH

Mesmo com uma tentativa de boicote, a maioria dos parlamentares ficou satisfeita com o projeto

iG Minas Gerais | Aline Lourenço Bernardo Miranda Larissa Arantes |

Bairro Santa Tereza é um dos que teriam crescimento populacional
Os vereadores de Belo Horizonte também tiveram ontem o primeiro contato com a Operação Urbana Consorciada (OUC) Nova BH. A apresentação do projeto foi feita pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB), no auditório da prefeitura. Também participaram da apresentação secretários municipais, adjuntos e técnicos envolvidos na elaboração da proposta. A boa relação com a Câmara é fundamental para que a OUC seja aprovada pelos parlamentares depois de passar pelo Conselho de Políticas Urbanas da capital (Compur). O projeto de lei contendo as alterações para a cidade deverá chegar ao Legislativo ainda neste ano. Todos os parlamentares – tanto da base de apoio do prefeito quanto da oposição – foram convidados. Ao todo, dos 41 vereadores, 28 estiveram na sede do Executivo. Segundo um parlamentar, que pediu anonimato, houve uma tentativa de boicote da reunião por parte de um grupo insatisfeito com a prefeitura. “Alguns reclamam que o prefeito não está atendendo às demandas da Câmara”, disse. A maioria dos parlamentares saiu da reunião satisfeita com o projeto. “A impressão foi muito boa. É um projeto contemporâneo no sentido de requalificar o espaço urbano”, afirmou o vice-líder de governo, Sérgio Fernando (PV). Segundo ele, pontos polêmicos como a possibilidade de verticalização da Pampulha foram “desmistificados”. “O estudo apresentado é muito inteligente, tem projeções futuristas. A resposta de quem estava lá foi positiva”, destacou o vereador Ronaldo Gontijo (PPS). O vereador Arnaldo Godoy (PT) criticou o que chamou de “falta de transparência”. “Não sou contra, mas é preciso haver mais debate com a população principalmente”, alertou. Pontos do projeto Moradia. 0O projeto prevê a construção de unidades de habitação de interesse social para todas as famílias de baixa renda removidas por intervenções da Operação Urbana Consorciada (OUC). Recursos. 0Além das moradias, também deverão ser criadas nas áreas com incentivo ao adensamento populacional, equipamentos de saúde, segurança e educação. Cultural. 0Também estão previstas ações de requalificação do patrimônio histórico da cidade. A previsão é de que sejam gastos cerca de R$ 20 milhões em 66 imóveis. Repercussão nas associações: “Pelo novo projeto, todo mundo que quiser ir para a região Leste terá que passar pelo bairro Santa Tereza. Será um impacto grande para a área com muito mais gente circulando e mais trânsito. Não vai haver nenhum benefício para quem já mora no bairro.” Luís Góes Presidente da Associação dos Amigos de Santa Tereza “É louvável a intenção de tentar disciplinar o desenvolvimento urbano da cidade. Parece-me também uma estratégia da prefeitura para arrecadar mais dinheiro. Quando se estimula o crescimento da área construída, arrecada-se mais IPTU. Mas esse é um modelo falido.” Afrânio Alves Presidente da Associação Comunitária do bairro Bandeirantes “O que a gente questiona é a falta de diálogo da prefeitura com a população. Eles querem fazer o projeto? Então a conversa com os moradores é a primeira coisa que precisa que ser feita. Queremos propostas concretas e que atendam às nossas necessidades.” Oscar Fernandes Vieira Presidente da Associação de Moradores do Bairro Lagoinha Isolamento Noite. Pessoas que protestavam contra o projeto na porta da prefeitura, ontem, não puderam participar da apresentação da proposta para movimentos sociais. A imprensa também foi barrada.

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